A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 4,9% em julho de 2026, o maior nível registrado desde o início da série histórica, em 2011, segundo dados do Boletim Macrofiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira (22).
O avanço ocorre em um cenário de juros elevados, com a taxa básica Selic em 13,75% ao ano, nível considerado restritivo para a atividade econômica e para a concessão de crédito.
O relatório, porém, destaca que o aumento do indicador não está relacionado apenas às condições financeiras. Mudanças nas regras contábeis adotadas pelas instituições financeiras, determinadas pelo Banco Central, também contribuíram para a elevação da inadimplência registrada.
O cenário reforça a pressão sobre consumidores e empresas com dívidas no sistema bancário, especialmente em um período de custo de crédito ainda elevado.






















