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extradição de Carla Zambelli

Ministério Público da Itália dá parecer favorável à extradição de Carla Zambelli

Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

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A deputada deixou o país logo após o STF decretar sua prisão preventiva, em junho deste ano, após a confirmação de duas condenações

O Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está presa preventivamente em Roma desde julho deste ano.

A decisão, divulgada nesta quarta-feira (22) pela Advocacia-Geral da União (AGU), representa mais um avanço no processo que pode levar a parlamentar de volta ao Brasil para cumprir as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão de Zambelli foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que considerou haver “grave risco de fuga” caso ela permanecesse em liberdade.

A deputada deixou o país logo após o STF decretar sua prisão preventiva, em junho deste ano, após a confirmação de duas condenações.

A AGU, que representa o Estado brasileiro no processo, afirmou que o parecer das autoridades italianas reforça o entendimento de que Zambelli deve retornar ao país para cumprir suas penas e responder pelos crimes pelos quais foi condenada.

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Fuga do país

Carla Zambelli acumula duas condenações no Supremo Tribunal Federal. A primeira, que motivou sua fuga, é de dez anos e oito meses de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto, o mesmo que confessou ter invadido o sistema da Justiça sob orientação da parlamentar.

Na segunda ação, Zambelli foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir o jornalista Luan Araújo, apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas ruas dos Jardins, em São Paulo, durante o segundo turno das eleições de 2022.

Além da pena, o STF impôs multa equivalente a 400 salários mínimos e determinou a perda do mandato parlamentar assim que o processo transitar em julgado.

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