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General Mário Fernandes

Réu do núcleo 2 afirma ter visitado ato em frente ao QG do Exército apenas como cidadão

Presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe os cumprimentos do Comandante de Operações Especiais, General-de-Brigada Mário Fernandes.

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Em depoimento ao STF nesta quinta-feira (24), o general do Exército Mário Fernandes afirmou que entrou no acampamento montado em frente ao Quartel-General em Brasília após as eleições de 2022 “como cidadão comum”. Segundo ele, o grupo pretendia apenas expressar “demandas sociais e políticas”.

Fernandes, preso desde novembro do ano passado, é acusado pela PGR de integrar o núcleo 2 da trama golpista, que visaria manter Jair Bolsonaro no poder de forma ilegítima. No entanto, o militar rebateu ter qualquer ligação com a organização do protesto, alegando que parte dos manifestantes participava de um ato patriótico, e não de um movimento golpista.

“Punhal Verde e Amarelo”


Durante o interrogatório, o ex‑secretário-executivo da Presidência admitiu ter criado o arquivo de Word intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, mas classificou-o como documento pessoal e de apoio ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Além disso, confirmou que mandou imprimir seis cópias no Planalto, mas negou ter apresentado o conteúdo a Bolsonaro.

Contudo, Fernandes defendeu que a iniciativa visava doar subsídios ao GSI, então liderado por Augusto Heleno, e não planejar eventuais ações contra autoridades. Segundo ele, “crise” poderia significar qualquer emergência institucional, sem relação direta com atentados ou homicídios.

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