A cada quatro anos, quando a Seleção Brasileira entra em campo em uma Copa do Mundo, renasce um sentimento que vai muito além do futebol. Não se trata apenas de acompanhar uma partida, discutir escalações ou analisar estatísticas. Torcer pelo Brasil é exercitar algo que a vida exige diariamente de todos nós: a capacidade de acreditar. Porque o que está em jogo é muito mais do que uma partida de futebol. É a certeza de que vale a pena sonhar.
É preciso acreditar. É preciso ter expectativas. É preciso sonhar.
Sonhar com dias melhores, com pequenas e grandes conquistas, com encontros e reencontros, com reconciliações, oportunidades e novos começos. Somos movidos por desejos que nos impulsionam a seguir em frente, mesmo diante das incertezas da vida.
Talvez seja por isso que a Copa do Mundo desperte emoções tão intensas. Durante noventa minutos, milhões de pessoas compartilham um mesmo desejo. O resultado é desconhecido. Os obstáculos são reais. O adversário pode parecer mais forte, mas não deixamos de torcer. A expectativa da vitória aquece os corações e transforma cada lance em motivo para acreditar.
Muitas vezes ouvimos que não temos a melhor Seleção, que faltam craques ou que os tempos de glória ficaram para trás. Ainda assim, quando a bola começa a rolar, algo muda. Continuamos esperando um grande lance, um gol improvável, uma vitória capaz de reacender a confiança do torcedor.
E o futebol imita perfeitamente a vida. Nem sempre temos as melhores condições, os melhores recursos ou as maiores certezas. Ainda assim, seguimos em frente. Fazemos planos, buscamos novas oportunidades, enfrentamos desafios e apostamos nossas esperanças em dias melhores. Esse é o retrato da nossa jornada. Estamos sempre em campo, apostando nossas fichas em um resultado que ainda não se escreveu. E, assim como acontece no futebol, seguimos acreditando que o próximo lance pode mudar a história.
Ao torcer pela Seleção, reafirmamos nossa capacidade de sonhar, de esperar e de acreditar que o próximo desafio pode, enfim, ser a oportunidade que mudará nossa história.
Enquanto houver um brasileiro disposto a acreditar, haverá sempre uma razão para torcer. Torcer pela Seleção, pelo Brasil e pelos nossos sonhos.
ANDRÉA MARIA ZATTAR
Advogada trabalhista e previdenciarista, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – ABMCJ; articulista e ativista em causas sociais.





























