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Dr. Max Wagner de Lima

O infarto pode começar no intestino?

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A descoberta científica que pode mudar a forma como entendemos o coração:

Durante muitos anos, acreditamos que o infarto começava apenas nas artérias do coração.Mas a ciência acaba de mostrar algo muito mais profundo:O intestino pode influenciar diretamente a gravidade de um infarto. E isso muda completamente a forma como enxergamos prevenção cardiovascular.

O QUE A CIÊNCIA DESCOBRIU?

Um estudo publicado na revista científica Cardiovascular Research mostrou que, após um infarto, ocorre uma comunicação intensa entre coração, intestino, microbiota e sistema imunológico.

Os pesquisadores observaram que:

o infarto altera a microbiota intestinal;

aumenta a permeabilidade do intestino;

bactérias e toxinas intestinais conseguem “vazar” para a circulação;

isso amplifica a inflamação do organismo;

e piora a lesão cardíaca.

Em outras palavras:O coração sofre e o intestino responde. Mas essa resposta pode aumentar ainda mais o dano cardíaco.

O “VAZAMENTO INTESTINAL” PODE AGRAVAR O INFARTO

Os pesquisadores identificaram aumento de uma substância chamada LPS (lipopolissacarídeo), derivada de bactérias intestinais, no sangue de pacientes que tiveram infarto.

E o mais impressionante quanto maior o nível dessas toxinas:

maior o tamanho do infarto;

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maior a inflamação;

pior a função do coração.

Isso reforça algo que a medicina cardiometabólica moderna já suspeitava:

O coração não funciona isolado ele conversa o tempo inteiro com o intestino, metabolismo, cérebro e sistema imunológico.

O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?

Muda tudo. Porque prevenção cardiovascular não pode mais ser baseada apenas em:

colesterol;

pressão arterial;

remédios.

Hoje sabemos que:

inflamação intestinal,

microbiota desequilibrada,

resistência insulínica,

obesidade visceral,
alimentação ultraprocessada,

privação de sono,

estresse crônico

Também participam do risco cardiovascular. O cardiometabolismo moderno deixou de olhar apenas para “a doença”. Agora olhamos para o terreno biológico que constrói a doença.

O INTESTINO É UM DOS CENTROS DA INFLAMAÇÃO

O estudo mostrou que, após o infarto, ocorre aumento de bactérias inflamatórias no intestino e piora da barreira intestinal. Isso favorece:
inflamação sistêmica;

ativação exagerada do sistema imunológico;

maior dano ao músculo cardíaco.

É exatamente por isso que:

obesidade,

diabetes,

má alimentação,

sedentarismo,

sono ruim

Estão tão conectados ao risco cardiovascular.

A NOVA ERA DA PREVENÇÃO

A grande mensagem deste estudo é clara: O futuro da cardiologia será cada vez mais cardiometabólico. Não basta apenas “desentupir artérias”.

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Precisamos:

modular inflamação;

melhorar microbiota;

preservar massa muscular;

controlar glicose;

reduzir gordura visceral;

melhorar sono;

aumentar capacidade física;

restaurar metabolismo.

Porque o verdadeiro tratamento começa antes do infarto acontecer.

CONCLUSÃO

Seu intestino pode estar influenciando silenciosamente a saúde do seu coração todos os dias.

E talvez uma das maiores revoluções da prevenção cardiovascular moderna seja entender que:

saúde intestinal e saúde cardíaca estão profundamente conectadas.

Na medicina do futuro, prevenção não será apenas sobre remédios.

Será sobre Estratégia Metabólica.

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista — CRM 6194 | RQE 2308

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