Paraná mantém liderança no fornecimento de carne suína no Brasil
O Paraná consolidou, em 2025, sua posição como principal fornecedor de carne suína para o mercado interno brasileiro pelo oitavo ano consecutivo. Os dados constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com base em informações do IBGE e do Agrostat/Mapa.
Do total de 1,23 milhão de toneladas produzidas no estado, cerca de 990,48 mil toneladas foram destinadas ao consumo interno, o que representa 23,7% do mercado nacional, estimado em 4,18 milhões de toneladas.
Destino da produção reforça protagonismo paranaense
O desempenho do Paraná está diretamente ligado à destinação da produção. O estado, segundo maior produtor e terceiro maior exportador de carne suína do país, direcionou apenas 19,2% de sua produção para o mercado externo.
Em comparação:
- Santa Catarina, líder na produção e exportação, destinou 46,8% às exportações
- Rio Grande do Sul, segundo maior exportador, direcionou 33,5% ao mercado externo
Esse perfil favorece o abastecimento interno e garante a liderança paranaense no consumo doméstico.
Outros estados também se destacam no mercado interno
Após o Paraná, outros estados relevantes no fornecimento de carne suína ao mercado nacional são:
- Santa Catarina: 851,91 mil toneladas (20,4%)
- Rio Grande do Sul: 676,96 mil toneladas (16,2%)
- Minas Gerais: 642,31 mil toneladas (15,3%)
- Mato Grosso do Sul: 263,59 mil toneladas (6,3%)
Mercado de bovinos registra preços firmes no atacado
Na pecuária de corte, o cenário em março foi de valorização das cotações no mercado atacadista, impulsionada pela oferta restrita de animais prontos para abate e pela demanda externa aquecida.
Segundo o Deral, houve aumento de:
- 4% nos preços do dianteiro
- 4,3% nos cortes do traseiro
Mesmo durante o período da Quaresma, quando o consumo tende a ser menor, não houve pressão significativa de queda nos preços.
Produção de cogumelos cresce e aponta potencial de expansão
O setor de cogumelos comestíveis também apresentou desempenho relevante no Paraná. Em 2024, o Valor Bruto de Produção (VBP) atingiu R$ 21,09 milhões, com produção superior a 982 toneladas.
A atividade é concentrada principalmente em:
- Castro, nos Campos Gerais
- São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba
O mercado brasileiro ainda apresenta baixo consumo per capita, de cerca de 160 gramas por ano, abaixo dos níveis registrados na Europa (2 kg) e na Ásia (8 kg), indicando potencial de crescimento.
Além disso, a produção nacional não atende totalmente à demanda interna, o que exige importações superiores a 12 mil toneladas em 2025, abrindo oportunidades para expansão da produção local.
Beterraba registra valorização expressiva no início do ano
Outra cultura em destaque no estado é a beterraba, que alcançou um VBP de R$ 188,3 milhões em 2024.
A produção está presente em 303 municípios, com destaque para Marilândia do Sul, responsável por 34,5% da colheita estadual.
No mercado, os preços apresentaram forte valorização:
- Alta de 60% no atacado no início do ano
- Caixa de 20 kg chegando a R$ 80,00
- Preço médio ao produtor em março de R$ 2,86/kg, aumento de 27,31% frente a fevereiro
Clima desafia lavouras, mas chuvas recentes trazem alívio
As condições climáticas também influenciaram o desempenho do agronegócio paranaense. A irregularidade das chuvas e as ondas de calor impactaram culturas como milho e feijão da segunda safra.
No entanto, o retorno recente das precipitações em algumas regiões trouxe alívio ao estresse hídrico, mantendo a perspectiva de recuperação produtiva caso o clima se estabilize.
No caso do feijão, o cenário de preços segue positivo. O tipo carioca acumulou valorização de 48% nos últimos 12 meses, incentivando aumento de 3% na área plantada.
Diversificação e resiliência marcam o agro paranaense
O desempenho do Paraná evidencia a força e a diversificação do agronegócio estadual, com destaque para a liderança na carne suína, firmeza no mercado de bovinos e crescimento em culturas alternativas.
Mesmo diante de desafios climáticos, o setor demonstra capacidade de adaptação, com boas perspectivas em diferentes cadeias produtivas e potencial de expansão em segmentos ainda pouco explorados no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio




























