A Justiça de Mato Grosso determinou a intimação do ex-prefeito de Acorizal, Meraldo Figueiredo Sá, para prestar esclarecimentos sobre novos bens penhorados em uma ação decorrente de condenação por nepotismo.
Meraldo, que atualmente é candidato a deputado estadual pelo Podemos, teve cabeças de gado de propriedades rurais atingidas pela execução judicial. Em uma das medidas, 22 bovinos foram levados a leilão. Outros 33 animais e um cavalo também foram penhorados.
O problema é que parte dos animais não foi localizada. Das 33 cabeças de gado, apenas 11 foram encontradas. O cavalo também não apareceu.
Segundo registro feito por uma oficial de Justiça, o ex-prefeito chegou a receber pelo WhatsApp documentos referentes à penhora, avaliação e depósito do animal, mas não foi possível confirmar a identidade dele nem realizar a intimação formal.
Ex-prefeito não foi localizado
Em decisão publicada no dia 11 de setembro, o juiz Bruno D’Oliveira Marques determinou que Meraldo seja intimado para se manifestar sobre a situação dos bens no prazo de 15 dias.
Caso não apresente resposta, o processo deverá retornar ao magistrado para análise da realização de um novo leilão dos animais localizados.
Meraldo foi condenado ao pagamento de aproximadamente R$ 254 mil por prática de nepotismo durante sua primeira gestão como prefeito de Acorizal, entre 2005 e 2008.
Família ocupava cargos
A ação foi movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apontou a nomeação de familiares do então prefeito para cargos na administração municipal.
Entre os parentes estavam a esposa, Deizy Fátima da Silva, que ocupava a Secretaria de Promoção e Assistência Social; a mãe, Carmelina Carmen de Sá, que atuava como coordenadora; e o irmão, Maldo Figueiredo Sá, nomeado chefe de gabinete.
Segundo o Ministério Público, recomendações foram encaminhadas para que os parentes fossem exonerados. Meraldo, porém, sustentou que a nomeação da esposa era legal. O irmão deixou o cargo em 2007, enquanto a mãe permaneceu até 2009.
























