Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, foi presa no domingo (13), em Lagoa da Confusão, no Tocantins, após ser apontada como integrante de uma organização criminosa envolvida com agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e ameaças no Distrito Federal.
Ela era a última investigada que permanecia foragida entre os 12 alvos de mandados de prisão preventiva cumpridos na Operação Iustitia Victis, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal em parceria com forças de segurança de Goiás e Tocantins.
Segundo as investigações, Maria Luiza atuava na captação de clientes para o grupo e participava das cobranças contra comerciantes e feirantes que contraíam os empréstimos. A organização cobrava juros superiores a 20% ao mês e teria movimentado mais de R$ 10 milhões em apenas oito meses.
Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os valores eram movimentados por contas bancárias vinculadas a empresas e familiares dos investigados.
Ameaças e violência
A investigada também é apontada como uma das responsáveis pelas ameaças feitas contra devedores e familiares. A polícia encontrou registros de mensagens e áudios com intimidações consideradas graves.
Em um dos casos investigados, Maria Luiza teria ameaçado familiares de um comerciante que acumulou dívidas após recorrer ao grupo.
Mesmo depois da prisão de outros integrantes da organização, a jovem teria procurado uma das vítimas acompanhada de um homem armado. Segundo a investigação, o objetivo seria obter cópias de depoimentos prestados à polícia e intimidar testemunhas.
A prisão foi realizada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Tocantins.
Com a captura de Maria Luiza, os 12 mandados de prisão preventiva expedidos durante a operação foram cumpridos. Ela permanece à disposição da Justiça do Distrito Federal.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema.



























