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RELAÇÃO AZEDOU

Botelho afirma que apoio de Mauro Mendes afastou servidores e pesou na derrota em Cuiabá

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) afirmou que o apoio do então governador Mauro Mendes (União Brasil) à sua candidatura à Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de 2024, acabou custando votos dos servidores públicos e foi um dos fatores que contribuíram para sua derrota para o prefeito Abilio Brunini (PL). A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Geraldo Araújo, no programa  no Ar, nesta segunda-feira (13.07), e ajuda a explicar o distanciamento político entre os dois antigos aliados.

Segundo Botelho, sua avaliação de que o apoio de Mauro Mendes afastou parte do eleitorado dos servidores foi interpretada pelo ex-governador como uma crítica pessoal, o que esfriou a relação entre ambos.

“Eu disse que, com o apoio dele para a Prefeitura de Cuiabá, eu perdi os servidores. Com essa perda, acabei perdendo a eleição. Agora, isso não é responsabilidade dele. Eu é que fui atrás desse apoio”, declarou.

Apesar da avaliação, o parlamentar negou que exista rompimento com Mauro Mendes e afirmou que o relacionamento apenas se tornou mais distante após a campanha eleitoral.
“Eu não diria que existe um estremecimento. Existe um afastamento. Saí da presidência da Assembleia, perdemos um pouco o contato. O Mauro tem uma característica de que, às vezes, você faz um comentário que ele não gosta e ele interpreta como uma crítica. Foi isso que aconteceu”, afirmou.

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Mudança para o MDB

Botelho também rebateu especulações de que sua saída do União Brasil tenha sido consequência do desgaste com Mauro Mendes. Segundo ele, a filiação ao MDB foi motivada exclusivamente por uma estratégia eleitoral diante da formação da federação entre União Brasil e Progressistas.

De acordo com o deputado, a nova composição deixaria cinco parlamentares estaduais disputando a reeleição pela mesma chapa, cenário que reduziria as chances de todos conquistarem uma vaga na Assembleia Legislativa. “Nós fizemos essa discussão de que quem tivesse porta aberta em outro partido deveria sair para ajudar a montar as chapas”, explicou.

Botelho contou que, inicialmente, havia a expectativa de que os deputados Dilmar Dal’Bosco e Paulo Araújo deixassem o União Brasil, mas mudanças no cenário partidário inviabilizaram a estratégia.

Foi nesse contexto, segundo ele, que recebeu convite da deputada Janaina Riva para ingressar no MDB. Já o Republicanos, afirmou, aceitava a filiação de Paulo Araújo, mas não demonstrava interesse em receber nem Botelho nem Dilmar Dal’Bosco.

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“Dentro do MDB eu tinha a porta aberta. Essa decisão foi discutida com todos os deputados do União Brasil. Quem tivesse espaço em outro partido deveria sair para ajudar a formar uma chapa mais competitiva e favorecer os colegas que permaneceriam”, disse.

O deputado ressaltou que a decisão foi construída coletivamente e não teve qualquer relação com Mauro Mendes. “Basicamente, a mudança foi isso. Não teve nada a ver com a minha relação com o Mauro”, concluiu.

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