Após a grande repercussão no campo político quanto à suposta prática da “lei do retorno”, esquema em que parlamentares exigiriam a devolução de parte dos recursos destinados aos municípios por meio de emendas parlamentares, o pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante) fez novas acusações em torno da denúncia.
Em entrevista ao GD, Galvan afirmou que as acusações são direcionadas a parlamentares da esfera federal, ressaltando que o esquema poderia envolver tanto deputados federais quanto senadores.
Apesar das declarações, ele disse que não pretende formalizar uma denúncia ao Ministério Público, por entender que o órgão já tem conhecimento da suposta prática e que cabe aos órgãos de fiscalização investigarem os fatos.
“Tem muito rolo aí. Não precisa eu acionar Ministério Público, a função é deles de fiscalizar. O Ministério Público sabe que isso existe, é função deles ir atrás. Todo mundo chama o Ministério Público, ou ele se envolve quando tem coisa errada. Ele se envolve em tantas coisas que não têm nada a ver, se eles forem atrás, irão achar. Tem cidades em que o Ministério Público, Polícia Federal e outros bateram em cima, investigando uso de emendas”, explica.
“Quem me passou a informação foi um ex-prefeito, ele não me deu nomes. Mas, a informação seria parlamentar da área federal. É desleal, principalmente em ano eleitoral. A devolução de até 30% é ‘normal’ para alguns aí viu. Se investigarem, vão descobrir. Tem uma grande porcentagem que pede. A vida inteira teve. Só aumenta o valor das emendas”, continua.
Além do envio de emendas, Galvan também levantou suspeitas sobre o aumento de entregas de máquinas e equipamentos em municípios às vésperas das eleições, por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária, através do programa PRÓMAQ, lançado no ano passado, pelo senador Carlos Fávaro (PSD), ainda quando ministro da pasta.
“Acho estranho que não é só emenda surgindo em ano eleitoral. Nós vimos muitas entregas de maquinários do fim do ano passado para cá. Vi até pré-candidata a deputada federal realizando essas entregas. É um absurdo. Porque precisam esperar para entregar esses reforços em ano eleitoral?”, questionou.


























