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Algodão recua na Bolsa de Nova York com menor apetite de fundos e melhora das condições de oferta nos EUA

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O mercado internacional de algodão encerrou as últimas semanas sob pressão, com recuo nas cotações na Bolsa de Nova York e maior volatilidade influenciada pela postura mais cautelosa dos investidores e pela melhora das condições de oferta nos Estados Unidos.

Segundo levantamento da StoneX, a pluma chegou a registrar fortes perdas no início da semana de 8 a 12 de junho, mas recuperou parte do terreno nos pregões seguintes. Ainda assim, os preços permaneceram em uma faixa estreita, entre 75 e 78 centavos de dólar por libra-peso.

Redução de posições dos fundos aumenta pressão sobre preços

Um dos principais fatores de baixa no período foi a redução das posições compradas por fundos especulativos. O saldo líquido caiu para cerca de 42 mil contratos, ampliando a pressão vendedora no mercado futuro e reforçando um movimento de maior cautela entre os participantes.

Esse ajuste nas posições contribuiu diretamente para a fraqueza observada no início da semana, intensificando a volatilidade e limitando tentativas de recuperação mais consistente das cotações.

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Demanda externa e relatório WASDE sustentam recuperação parcial

Na segunda metade da semana, o mercado encontrou algum suporte em fatores fundamentais. O relatório WASDE de junho e os dados de exportação dos Estados Unidos ajudaram a reduzir parte das perdas.

As vendas externas somaram 45,1 mil toneladas para a safra 2025/26 e 65 mil toneladas para 2026/27, sinalizando demanda ainda consistente pelo algodão norte-americano no mercado internacional.

Tensões geopolíticas adicionam prêmio de risco às commodities

O cenário geopolítico também influenciou parcialmente o comportamento dos preços. As tensões entre Irã e Israel e o novo fechamento do Estreito de Ormuz adicionaram prêmio de risco às commodities globais, incluindo o algodão.

Apesar disso, o impacto foi limitado, já que os fundamentos de oferta acabaram predominando e restringindo uma recuperação mais ampla das cotações ao longo do período.

Clima favorável nos EUA reforça expectativa de maior oferta

No principal cinturão produtor dos Estados Unidos, as condições das lavouras apresentaram melhora. Cerca de 63% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes, acima da média dos últimos cinco anos.

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O avanço das condições climáticas reforça a expectativa de maior disponibilidade futura de algodão, fator que contribui para manter pressão sobre os preços no mercado internacional.

Foco no relatório da CFTC mantém viés baixista

Na sexta-feira, o relatório on-call da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) acrescentou novo viés de baixa ao mercado. Os dados indicaram que as fiações aproveitaram a queda recente dos preços para realizar fixações, movimento que pode limitar o potencial de alta no médio e longo prazo.

Mesmo com o suporte pontual da demanda externa e das tensões geopolíticas, o mercado de algodão segue condicionado por fundamentos de oferta mais favoráveis e pelo menor apetite dos fundos especulativos, que continuam ditando o ritmo das negociações na Bolsa de Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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