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Dia Mundial do Doador de Sangue: CLDF homenageia voluntários e profissionais da saúde

Foto: Felipe Ando/Agência

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Em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 de junho, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene nesta terça-feira (16). O evento foi um momento de homenagem a doadores de sangue e profissionais da saúde, além de ter promovido conscientização sobre o tema.

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“A falta de doadores resulta em atrasos em tratamentos cruciais, em adiamento de cirurgias e, sobretudo, em mortes de vítimas de acidentes e de complicações obstétricas que necessitam receber grandes volumes de sangue para sobreviver. Essas mortes são evitáveis e muitas delas são, de fato, evitadas cotidianamente pelos doadores”, enfatizou o deputado distrital Jorge Vianna (Democrata), autor da solenidade.

O parlamentar incentivou a doação de sangue e destacou que os doadores têm direito a benefícios, como folga remunerada e isenção de taxa de inscrição em concursos públicos.

O hematologista João Pitaluga Neto ressaltou que o sangue é mais do que um “complexo de hemácias, plaquetas e plasma”: “O sangue é a ponte entre o desespero de uma família e a esperança de melhora”, definiu. O médico também enalteceu os doadores: “Vocês são heróis anônimos. Vocês carregam em suas veias o remédio que nenhuma farmácia pode vender”.

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Um dos doadores homenageados foi Marco Aurélio dos Santos. “Eu fiz 120 doações. Parei apenas porque tive câncer. Ao longo do tempo, organizei muitas campanhas e montei o projeto Rock na Veia, para incentivar as pessoas a doar sangue”, contou.

História

Ao longo da solenidade, participantes lembraram que a doação de sangue já foi remunerada no Brasil, o que prejudicava a segurança das transfusões. “Nos anos 1980, havia remuneração para doadores de sangue. Mas isso trazia a possibilidade de que o doador mentisse durante a triagem clínica, negando riscos de transmissão de doenças, vícios e uso de medicamentos”, explicou o presidente do Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto.

A remuneração por sangue e quaisquer tecidos humanos foi definitivamente proibida pela Constituição Federal de 1988. No ano de 2001, foi criado o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (Sinasan), baseado na doação voluntária e não remunerada. “Nós completamos 25 anos do nosso sistema nacional de sangue e precisamos continuar promovendo a segurança de doadores e pacientes a partir da doação voluntária, anônima e altruísta”, afirmou a coordenadora-geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Maria Carlos.

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No site do Hemocentro de Brasília, é possível consultar os requisitos e outras informações relacionadas à doação de sangue: https://www.fhb.df.gov.br/doacao-de-sangue

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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