A comunicação digital de Lula virou um dos principais focos de tensão dentro do grupo que prepara a campanha à reeleição. Enquanto o PT tenta crescer nas redes e enfrentar o bolsonarismo com mais força, aliados do presidente disputam influência sobre quem dará o tom da presença do petista nas plataformas.
O perfil pessoal de Lula no Instagram, com 14,7 milhões de seguidores, ficará sob responsabilidade da jornalista Nicole Briones e do fotógrafo Ricardo Stuckert. A dupla defende uma postura mais agressiva contra adversários, especialmente Flávio Bolsonaro, em linha com a estratégia adotada nas redes do PT.
Do outro lado está o grupo ligado ao ministro da Secom, Sidônio Palmeira, que tem apostado em uma comunicação mais leve e institucional nas contas do governo. A estratégia inclui temas como soberania, orgulho nacional, São João e conteúdos de maior apelo popular. Apesar da influência de Sidônio junto a Lula, ele não comandará o perfil pessoal do presidente.
A disputa também envolveu a tentativa de emplacar Mariah Queiroz, secretária de Estratégia e Redes, na campanha. O plano não avançou, e Lula decidiu não repetir em suas redes pessoais o mesmo modelo usado no perfil oficial do governo, após críticas internas ao uso de publicações com gatinhos e capivaras.
Mesmo com a disputa nos bastidores, aliados negam divisão pública. A campanha deve funcionar de forma fragmentada, com Raul Rabelo, Stuckert, Briones, Giácomo Degani e Paulo Okamoto em frentes diferentes. Paralelamente, o PT lançou uma plataforma para organizar militantes nas redes e distribuir conteúdos de campanha, incluindo peças com verde e amarelo e temas ligados à Copa do Mundo, levantou O GLOBO.


























