Cotação do boi gordo registra queda após período de estabilidade
O mercado do boi gordo em São Paulo iniciou uma correção nos preços após um mês de estabilidade e valorização. Segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o movimento reflete mudanças pontuais na oferta e na demanda.
A redução nas cotações ocorre após um período de preços elevados, que estimulou maior participação de vendedores no mercado.
Aumento pontual da oferta pressiona preços no mercado interno
De acordo com a Scot Consultoria, o recuo está associado ao aumento da oferta de animais terminados, ainda que dentro de um cenário geral de disponibilidade restrita.
Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão:
- Avanço do outono
- Necessidade de cumprimento de contratos de exportação, especialmente para a China
- Queda nos contratos futuros do boi gordo
- Níveis elevados da arroba nos últimos meses
Apesar do aumento da oferta, o volume de animais prontos para abate segue abaixo da média histórica.
Frigoríficos reduzem compras e pressionam arroba
Do lado da demanda, o pós-feriado trouxe ritmo mais lento nas negociações. Parte dos frigoríficos chegou a suspender compras temporariamente, enquanto outras unidades passaram a ofertar valores menores.
As escalas de abate estão, em média, em torno de 10 dias, consideradas confortáveis para a indústria no curto prazo.
No início da semana, as ofertas chegaram a ficar cerca de R$ 2,00 por arroba abaixo para o boi comum e também para o chamado “boi China”.
Mercado ainda não define tendência para a arroba
Apesar do recuo recente, analistas avaliam que o movimento ainda não caracteriza uma tendência de baixa consolidada.
A Scot Consultoria destaca que a oferta segue limitada e que o comportamento de fim de mês, tradicionalmente marcado por menor consumo interno, mantém o mercado mais pressionado.
A negociação continua condicionada à aceitação dos preços por parte dos vendedores, o que limita quedas mais expressivas.
Exportações de carne bovina seguem em ritmo forte
No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura segue como principal fator de sustentação do setor.
Até a terceira semana de abril, o Brasil exportou 153,4 mil toneladas, com média diária de 12,8 mil toneladas, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2025.
O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6,1 mil, avanço de 22,1% na comparação anual.
Abril pode registrar recorde histórico nas exportações
Mantido o ritmo atual de embarques e preços, o mês de abril tem potencial para encerrar com o melhor resultado da série histórica, tanto em volume quanto em faturamento.
O desempenho reforça o peso do mercado externo na sustentação da cadeia da carne bovina brasileira, mesmo em momentos de ajuste no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio





























