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DENÚNCIA FORMAL

Militares de MS são denunciados por integrar Organização Criminosa com Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma denúncia formal contra dois militares de Mato Grosso do Sul, acusados de integrar uma organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de articular um golpe de Estado em 2022. A denúncia, protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), faz parte de uma investigação mais ampla que envolve o ex-presidente e outras 33 pessoas, incluindo militares de alto escalão como Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

O coronel Bernardo Romão Corrêa, ex-comandante do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizada em Bela Vista (MS), é um dos principais denunciados. Romão é acusado de articular uma reunião secreta com membros das Forças Especiais do Exército e divulgar uma carta destinada a pressionar o comando do Exército a apoiar a proposta de golpe. As mensagens trocadas com Mauro Cid e outros militares foram citadas pelo PGR, detalhando a trama que visava desestabilizar o processo eleitoral.

Além de Romão, o major Sérgio Ricardo Cavaliére de Medeiros também está envolvido na articulação, sendo citado como participante ativo na organização do golpe. Cavaliére, que já havia sido processado por dívidas de IPTU em Campo Grande, confirmou em depoimento à Polícia Federal que Bolsonaro estava ciente do plano e deu seu aval para a ação golpista.

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Outro militar de MS, o general de brigada Laércio Vergílio, também é mencionado na denúncia, mas será alvo de uma ação penal separada. Ele, assim como os outros envolvidos, pressionava o comando do Exército para que se alinhasse ao movimento golpista.

Essas acusações refletem o aprofundamento das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília. O caso segue sendo apurado pelo STF e pela Polícia Federal, com novas repercussões para os envolvidos.

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