Domingo, 28 de Novembro de 2021

Tecnologia
Quarta-feira, 01 de Setembro de 2021, 09h:22

No primeiro semestre deste ano

Casos de estelionatos pela internet aumentam quase 20% em MT

Foram 7.491 casos registrados entre janeiro e junho de 2021 contra 6.309 no mesmo período de 2020

Fonte: diariodecuiaba

Divulgação

No primeiro semestre deste ano, os casos de estelionato praticados pela internet aumentaram 19% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) foram 7.491 casos registrados entre janeiro e junho de 2021 contra 6.309 no mesmo período de 2020.

O levantamento foi feito pela Superintendência do Observatório de Segurança ligado ao órgão estadual. Dos casos, Cuiabá contabilizou 1.827 registros de estelionato entre janeiro e junho de 2021. Na cidade, houve uma diminuição de 2%, quando comparado com o mesmo período de 2020, quando foram registradas 1.861 ocorrências.

Segundo a Sesp-MT, uma das iniciativas mais comuns dentro do estelionato são os golpes pessoais, aluguel, cobrança indevida e leilão, que representam 28% dos crimes de estelionato. Outra prática muito comum, é a clonagem do WhatsApp, responsável por 27% das ocorrências registradas em Mato Grosso. Para isso, as pessoas precisam ficar atentas, proteger os dados e desconfiar de qualquer mensagem que chegue pedindo um código. Os criminosos enganam os usuários para obter esse código de verificação. Dessa forma, quando fornecido, o acesso a conta do WhatsApp da vítima fica livre para a aplicação de golpes.

As demais ocorrências registradas, conforme a assessoria de imprensa da Sesp-MT, neste primeiro semestre do ano são: golpes por sites de comércio eletrônico e redes sociais (21%); transação financeira sem autorização do titular, como o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), auxílio emergencial ou empréstimo (12%); boleto e código de barra falso (4%); cartão clonado (4%); SMS ou Link falso que quando acessado furta os dados da vítima (2%); outros golpes (cheque clonado, depósito com envelope vazio, documento falso), com 2%; e golpe do motoboy (1%).

De acordo com a superintendente do Observatório de Segurança Pública, Tatiana Pilger, outro fator que contribuiu para o aumento do estelionato foi à pandemia, visto que as pessoas não saiam de casa e todas as transações eram feitas pela internet. Para isso ela faz um alerta.

“Com a redução da circulação das pessoas, e com o aumento das transações financeiras pela internet, e em muitas ocasiões pelo WhatsApp, o crime acabou migrando, conseguimos observar que houve uma redução dos roubos em geral, o furto e roubo de veículos diminuíram, porém, o estelionato aumentou. Para isso, é preciso ficar em alerta e proteger os dados, não transferir dinheiro sem antes checar com a pessoa, não fazer pagamento sem confirmar o destinatário do boleto, assim como, ter cuidados em sites e nas redes sociais”, disse.

Uma das dicadas para evitar cair nos golpes é nunca passar os dados pessoais a ninguém, assim como não repassar nenhum código fornecido por SMS e nem qualquer outra informação que seja suspeita. Desconfie de preços muito abaixo do valor de mercado.

Outra alternativa é ter muito cuidado com e-mails de promoções que possuam links e evitar abri-los. No caso de aplicativos como WhatsApp e Instagram, que costumam ser clonados, é importante adotar a autenticação de dois fatores ou de duas etapas. É um procedimento simples que, se ativado, exigirá, além do código de ativação, mais uma senha para acesso da rede social em outro aparelho ou na web. A vítima que cair neste golpe de estelionato deve procurar a polícia.

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