Manifestação em frente ao Consulado dos Estados Unidos reuniu sindicatos e movimentos sociais em defesa da soberania venezuelana, enquanto a crise avança no cenário internacional
A ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela reverberou além das fronteiras do país e ganhou forma nas ruas de São Paulo. Na tarde desta segunda-feira (5), sindicatos, estudantes e movimentos sociais ocuparam o entorno do Consulado norte-americano para contestar a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro e exigir sua libertação.
Embora o foco estivesse na situação venezuelana, o protesto teve tom mais amplo. Manifestantes criticaram o que chamaram de avanço do imperialismo e alertaram para riscos à soberania de países latino-americanos. Cartazes, discursos e palavras de ordem apontaram preocupação com a escalada militar anunciada por Washington após a ação em Caracas.
O ato ocorreu dois dias após os Estados Unidos realizarem um ataque de grande escala em território venezuelano, culminando na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Horas depois, o presidente Donald Trump anunciou que o país passaria a ser administrado por Washington até a conclusão de uma transição política.
Nesta segunda-feira, durante audiência de custódia em Nova York, Maduro negou as acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Diante da Justiça americana, declarou-se inocente e classificou-se como “prisioneiro de guerra”.
A crise também dominou o debate no Conselho de Segurança da ONU. China e Rússia condenaram a ação militar e pediram a libertação imediata de Maduro e de sua esposa. Os Estados Unidos, por sua vez, negaram estar em guerra ou ocupação, sustentando que a operação teve caráter jurídico.




























