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Quarta-feira, 21 de Julho de 2021, 17h:16

MISTÉRIO

Maria Stella Coimbra teria sido espancada e estuprada dias antes de desaparecimento e morte

Inquérito foi instaurado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande com base em mensagens de texto e áudio nas quais a vítima relatava a violência e apontava o suposto autor; laudo de perícia criminalística não foi concluído quase um ano após

Redação

Maria do Carmo Coimbra

Inquérito foi instaurado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande com base em mensagens de texto e áudio nas quais a vítima relatava a violência e apontava o suposto autor; laudo de perícia criminalística não foi concluído quase um ano após ‘suicídio’ da jovem, então recentemente divorciada de influente advogado que à época teria atuado para abafar a publicação de detalhes sobre o caso na mídia campo-grandense.

HAROLDO ASSUNÇÃO

Especial para o BRASIL NOTÍCIA

A morte da maquiadora Maria Stella Coimbra Trad – registrada como suicídio por enforcamento no mês de outubro do ano passado, quando a mãe dela encontrou o corpo após três dias de seu desaparecimento – ainda é envolta por sinistra nuvem de mistérios não revelados que devem ser devidamente esclarecidos pelas investigações da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso do Sul.

Com base em mensagens de áudio e texto que a família da vítima conseguiu em redes sociais – nas quais Maria Stella relatava ter sido violentamente estuprada e espancada por um conhecido dentro de sua própria residência cerca de duas semanas antes da morte – foi instaurado inquérito policial na 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Duas amigas – confidentes da vítima e interlocutoras das mensagens - serão intimadas na condição de testemunhas.

Depois de passado o efeito dos remédios com que o estuprador a teria dopado, a vítima teria fotografado o documento de identidade de seu algoz e comunicado às amigas - “se alguma coisa me acontecer, ele é o culpado”.

 

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A família da vítima reclama aparente desatenção ao caso – na época registrado como suicídio sem maiores investigações - e até do descaso por parte de agentes públicos - no laudo de necrópsia foi atribuído à vítima sexo masculino.

Laudo 

O laudo de criminalística não foi concluído quase um ano após a morte.

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SUICÍDIO
Chama atenção a menção ao advogado Ricardo Trad Filho, de quem a vítima havia recentemente se divorciado à época - ela também ficara com a guarda do filho.

Por ocasião da morte ele teria influenciado a mídia campo-grandense no sentido de não aprofundar reportagens sobre o caso.

Quem afirma é Maria do Carmo Coimbra, irmã da vítima.

Localizada pela reportagem do Brasil Notícia, ela fez sérias revelações.

Contou ter sido informada sobre a violência dias após a morte de Maria Stella, comunicada pelo próprio advogado Ricardo Trad Filho.

“Menos de trinta dias após o falecimento dela, o próprio Ricardo me ligou e perguntou se eu sabia de um estupro que teria acontecido com ela dentro da casa dela; ele disse que tinha sido procurado por uma pessoa que mostrara a ele mensagens segundo as quais ela teria realmente sido estuprada”, revelou a irmã da vítima.

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Maria do Carmo informou também à reportagem que o advogado teria levado as primeiras informações à Polícia Judiciária Civil, além de ter entrado em contato com vários jornais de Campo Grande, para que matérias não fossem publicadas sobre o caso - “em respeito ao filho do casal”.

O autor da violência seria um amigo de infância da vítima.

Após ser recebido na casa da maquiadora, no dia 14 de setembro de 2020, ele a teria dopado com remédios colocados no suco. “Após bebericar o suco, ela ficou com muito sono e quando acordou estava toda machucada, com o vestido levantado e até sangramento anal”.

A vítima teria confidenciado às amigas que não denunciou o estupro por medo da repercussão do caso – e que isso a levasse a perder a guarda do filho.

Maria Stella ainda teria gravado seu algoz antes que ele deixasse a casa dela e, num momento de distração, conseguiu pegar o documento de identidade dele e fotografar – depois, enviou para as amigas às quais contou sobre a violência.

Menos de um mês depois, abalada psicologicamente, Maria Stella se enforcou.

A reportagem do Brasil Noticia tentou por 2 vezes contato com advogado da família Dr. Pedro Paulo, mas obteve resposta.  

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