Sábado, 08 de Maio de 2021

Cidades
Terça-feira, 23 de Março de 2021, 08h:11

pedido de socorro à comunidade

Três senadores de MS assinam pedido de socorro ao mundo para conter a covid-19 no Brasil

Fonte: O Jacaré

Divulgação

Os três senadores de Mato Grosso do Sul – Nelsinho Trad (PSD), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSL) – assinaram o pedido de socorro à comunidade internacional para ajudar o Brasil a combater a pandemia da covid-19. A moção de apelo tem o aval de 65 dos 81 senadores e tenta encontrar uma saída para a atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem enfrentando dificuldade até para trocar o ministro da Saúde.

Apesar do agravamento da pandemia, a vacinação segue devagar e há risco de colapso no atendimento hospitalar em todo o País. “O Brasil se tornou o epicentro mundial da pandemia. Dados confirmados pela OMS mostram que superamos nesta semana a alarmante média móvel de 72 mil novos casos e mais de 2 mil óbitos por dia”, alertam os senadores na “Moção de apelo à comunidade internacional”.

De acordo como site O Antagonista, o documento será enviado para o G-20, grupo de países mais ricos do mundo, à OMS (Organização Mundial de Saúde), ao Congresso dos Estados Unidos e ao Parlamento Europeu.

“O país reclama atenção emergencial do mundo. Nosso ritmo de imunização é insuficiente para conter a propagação da doença. Até o momento, menos de 5% dos 210 milhões de brasileiros foram vacinados. Dependemos de vacinas e insumos farmacêuticos ativos (IFA) importados, que chegam em ritmo lento, se comparado ao desafio posto pela segunda e devastadora onda da pandemia no Brasil”, apelam.

“Nesta crise sanitário sem precedentes que atinge o mundo, barreiras fronteiriças não nos podem proteger da propagação do vírus e do surgimento de possíveis variantes. A única defesa é a cooperação internacional, com a vacinação urgente de nossa população”, argumentam.

“Semelhante situação impõe ao Senado Federal a tarefa de fazer aos demais países um doloroso alerta: o avanço da pandemia no Brasil representa risco real para o mundo”, argumentam, contrariando a posição de Bolsonaro, de que a situação no País está sob controle e não há motivos para preocupação. ]

“Deixar que o povo brasileiro continue a morrer sem vacinas significa uma agressão a todas as tradições humanas. É o oposto de tudo o que a civilização representa. Destrói os princípios de convivência humana. Impõe o medo e compromete a tranquilidade e segurança de todos os países”, apelam.

Os senadores também deixam claro que não estão contentes com o ritmo de vacinação do Governo Bolsonaro e pedem socorro aos países ricos. “Em todos os momentos dramáticos da história do mundo o Brasil deu sua contribuição. Agora, precisamos contar com a comunidade internacional, em especial dos países produtores de vacinas, bem como dos detentores de estoques estratégicos”, clamam.

A esperança é de que o comunicado sensibilizem os países como os Estados Unidos, que compraram grande quantidade de vacina e possuem condições de dividir o excedente com o povo brasileiro. Bolsonaro recusou a compra de mais de 70 milhões de doses da Pfizer. A vacinação no País só começou graças a produção da coronavac pelo Instituto Buntantan, em São Paulo, comandado por João Doria (PSDB).

Confira o documento do Senado na íntegra:

MOÇÃO DE APELO À COMUNIDADE INTERNACIONAL

No momento em que a sombra nefasta da morte paira sobre milhões de brasileiros, e que novas formas do vírus da Covid 19 se tornam uma assustadora ameaça global, apelamos à comunidade internacional.

O Brasil se tornou o epicentro mundial da pandemia. Dados confirmados pela OMS mostram que superamos nesta semana a alarmante média móvel de 72 mil novos casos e mais de 2 mil óbitos por dia.

O país reclama atenção emergencial do mundo. Nosso ritmo de imunização é insuficiente para conter a propagação da doença. Até o momento, menos de 5% dos 210 milhões de brasileiros foram vacinados. Dependemos de vacinas e insumos farmacêuticos ativos (IFA) importados, que chegam em ritmo lento, se comparado ao desafio posto pela segunda e devastadora onda da pandemia no Brasil.

Nesta crise sanitária sem precedentes que atinge o mundo, barreiras fronteiriças não nos podem proteger da propagação do vírus e do surgimento de possíveis variantes. A única defesa é a cooperação internacional, com a vacinação urgente de nossa população.

Semelhante situação impõe ao Senado Federal a tarefa de fazer aos demais países um doloroso alerta: o avanço da pandemia no Brasil representa risco real para o mundo.

Deixar que o povo brasileiro continue a morrer sem vacinas significa uma agressão a todas as tradições humanas. É o oposto de tudo o que a civilização representa. Destrói os princípios de convivência humana. Impõe o medo e compromete a tranquilidade e segurança de todos os países.

Em todos os momentos dramáticos da história do mundo o Brasil deu sua contribuição. Agora, precisamos contar com a comunidade internacional, em especial dos países produtores de vacinas, bem como dos detentores de estoques estratégicos.

A ordem internacional pode mostrar que é capaz de enfrentar os desafios com uma visão grandiosa, baseada na paz, na solidariedade, na tolerância, e na razão que é a matriz de todo o direito. Só assim vamos seguir adiante com o fortalecimento de uma consciência de cidadania planetária, alicerçada em valores universais.

SENADO FEDERAL

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”

Os senadores signatários são: Mecias de Jesus, Simone Tebet, Izalci Lucas, Kátia Abreu, Davi Alcolumbre, Carlos Viana, Randolfe Rodrigues, Carlos Fávaro, Eliziane Gama, Fabiano Contarato, Veneziano Vital do Rêgo, Jayme Campos, Nelsinho Trad, Alessandro Vieira, Renan Calheiros, Angelo Coronel, Nilda Gondim, Flávio Arns, Zenaide Maia, Alvaro Dias, Omar Aziz, Soraya Thronicke, Marcos do Val, Sérgio Petecão, Chico Rodrigues, Otto Alencar, Confúcio Moura, Oriovisto Guimarães, Weverton Rocha, Tasso Jereissati, Mailza Gomes, Paulo Paim, Eduardo Girão, Paulo Rocha, Rose de Freitas, Eduardo Braga, Styvenson Valentim, Acir Gurgacz, Humberto Costa, Jaques Wagner, Rogério Carvalho, Jean Paul Prates, Jorginho Mello, Leila Barros, Antonio Anastasia, Lucas Barreto, Luiz do Carmo, Marcelo Castro, Vanderlan Cardoso, Roberto Rocha, Marcos Rogério, Carlos Portinho, Rodrigo Cunha, Jorge Kajuru, Telmário Mota, Plínio Valério, Zequinha Marinho, Wellington Fagundes, Romário, Mara Gabrilli, Ciro Nogueira, Jader Barbalho, Reguffe, Lasier Martins, Dario Berger.”

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