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INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA

TCE cobra reconstrução de rodovia de R$ 130 milhões após constatar desgaste precoce na MT-170

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reabriu as discussões técnicas sobre as condições da MT-170 após identificar problemas considerados graves no pavimento da rodovia, cuja pavimentação consumiu cerca de R$ 130 milhões em investimentos públicos. A medida foi determinada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, após uma vistoria realizada na semana passada em aproximadamente 50 quilômetros da estrada.

Durante a inspeção, o conselheiro verificou sinais avançados de deterioração do asfalto em diversos trechos da rodovia, localizada na região Noroeste do Estado. Diante do cenário encontrado, o TCE decidiu convocar as empresas envolvidas na execução e na fiscalização da obra para discutir soluções imediatas e definir responsabilidades.

Segundo Sérgio Ricardo, a situação exige providências urgentes para evitar que os danos se agravem com a chegada do próximo período chuvoso.

“O que já está comprometido precisa ser refeito imediatamente, e os trechos que apresentam desgaste também necessitam de reforço. Não podemos permitir que a população continue utilizando uma rodovia nessas condições”, afirmou.

Empresas são chamadas para prestar esclarecimentos

A reabertura da mesa técnica teve início nesta segunda-feira (8), com a participação de representantes das construtoras responsáveis pelos serviços na MT-170.

O objetivo é identificar as causas dos problemas encontrados e discutir medidas para garantir a recuperação da estrada, além de buscar soluções que assegurem maior durabilidade ao pavimento.

Participaram das discussões as empresas MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat, responsáveis pela execução da obra. Também foi convocada a Consol, empresa contratada pelo Governo de Mato Grosso para fiscalizar os trabalhos durante a construção.

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A intenção do Tribunal é estabelecer um plano que contemple tanto a reconstrução dos trechos danificados quanto mecanismos capazes de evitar que os problemas voltem a ocorrer no futuro.

Obra foi retomada após intervenção do TCE

A MT-170 integra um importante corredor logístico do Estado e corresponde a um trecho que anteriormente fazia parte da BR-174. Em 2022, a rodovia foi estadualizada para acelerar a pavimentação de 271,6 quilômetros.

O projeto foi dividido entre novas obras de asfaltamento no trecho entre Castanheira e Colniza e a recuperação da via entre o entroncamento com a BR-364 e Castanheira, passando por municípios como Brasnorte e Juína.

Na época, uma mesa técnica promovida pelo próprio Tribunal de Contas contribuiu para destravar impasses e permitir o avanço das obras.

Agora, a mesma ferramenta volta a ser utilizada diante dos questionamentos sobre a qualidade dos serviços executados.

Rodovia é fundamental para economia regional

A MT-170 é considerada estratégica para o escoamento da produção agropecuária e madeireira da região Noroeste de Mato Grosso.

Diariamente, a estrada recebe intenso fluxo de caminhões e veículos pesados, fator que exige uma estrutura viária capaz de suportar elevadas cargas de tráfego.

Um dos problemas apontados durante a vistoria é a ausência de balanças para controle do peso dos veículos que utilizam a rodovia. Segundo o TCE, a falta de fiscalização pode acelerar o desgaste do pavimento e contribuir para o surgimento de danos precoces.

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Além dos impactos econômicos, as condições da estrada também afetam o transporte de pacientes e o deslocamento de ambulâncias e equipes de emergência para municípios que concentram serviços de saúde na região.

Auditoria vai apurar responsabilidades

Paralelamente à mesa técnica, o Tribunal de Contas conduz uma auditoria específica para analisar a qualidade da obra, a aplicação dos recursos públicos e eventuais responsabilidades pelos problemas identificados.

A investigação busca esclarecer quanto foi efetivamente investido na pavimentação e qual será o custo necessário para recuperar ou reconstruir os trechos comprometidos.

Outro ponto sob análise é a existência e a validade das garantias contratuais e dos seguros vinculados à obra.

De acordo com o presidente do TCE, a legislação prevê que construtoras respondam por defeitos estruturais por um período de até cinco anos após a entrega dos serviços. Entretanto, a ausência de coberturas adequadas pode dificultar o acionamento dessas garantias para custear os reparos.

Reconstrução pode ser necessária

Após percorrer a rodovia, Sérgio Ricardo afirmou que os danos observados ultrapassam problemas pontuais de manutenção.

Segundo ele, em diversos segmentos da MT-170 o pavimento apresenta desgaste tão avançado que a solução poderá exigir a reconstrução completa da estrutura.

A expectativa do Tribunal é concluir os levantamentos técnicos nos próximos meses e definir quais medidas deverão ser adotadas para garantir a recuperação da rodovia e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades na execução dos serviços.

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