Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021

Turismo
Terça-feira, 01 de Setembro de 2020, 15h:38

TURISMO

Agência de turismo de Mogi vê paralisação dos negócios durante pandemia

Empresária afirma que pacotes foram cancelados e 60% dos clientes transformaram os valores em créditos para viagens futuras. Pesquisa aponta que pessoas gastaram mais com compras de supermercado e muito menos com outras coisas, como turismo.

Diário TV 2ª Edição

G1

Uma agência de turismo de Mogi das Cruzes viu o faturamento despencar desde o início da pandemia do novo coronavírus. A realidade do comércio reflete o resultado de uma pesquisa realizada por uma startup de gestão de finanças pessoais mostra que os hábitos de consumo mudaram muito nos últimos seis meses.

Segundo o estudo, as pessoas gastaram mais com compras de supermercado e muito menos com outras coisas, como viagens, por exemplo. E é o setor de turismo um dos que mais sofre com os efeitos econômicos dessa pandemia.

A empresária Nathália Caliman Mielli é a dona da agência de Mogi e conta que tem incentivando as viagens dentro do País, de avião ou até mesmo de carro. Ela completa que quando as atividades pararam por causa da pandemia todos os pacotes foram cancelados e 60% dos clientes transformaram os valores em créditos para viagens futuras, o restante pediu o reembolso. Tudo isso e os quatro meses de portas fechadas tiveram impacto direto nas finanças.

“Enquanto nós estivemos fechados esse tempo todo de pandemia e quarentena nossas vendas zeraram. Então, o impacto foi muito grande não só por conta dos cancelamentos, mas por conta das vendas que elas não aconteciam porque não tinha produto para vender, não tinha como as pessoas saírem. Então, a gente espera que aumente o fluxo agora. E com as notícias da vacina que estão vindo mais fortes, o pessoal tá tendo mais confiança”, explica a empresária Nathália Caliman Mielli.

Isolamento social e orçamento apertado deixou a possibilidade de viajar distante. Uma pesquisa de gestão de finanças pessoais mostra que durante a pandemia mais da metade dos paulistas cortaram os gastos com lazer, viagens, roupas, transportes e restaurantes.

Os dados mostram ainda que em contra partida a população passou a gastar mais no supermercado. Os dados apontam que 52,88% dos entrevistados também registraram aumento nas contas de água, energia e gás. Quase 7% perderam totalmente a renda, cerca de 40% tiveram a renda reduzida. A situação financeira ainda é delicada para 44,4% dos entrevistados.

“Tem que planejar mesmo porque o que a gente ganha é pouco e ainda com as coisas aumentando cada dia mais para onde vai?”, questiona a operador de caixa, Jucileide da Silva.

 

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