Sábado, 30 de Maio de 2020

Tecnologia
Sábado, 01 de Fevereiro de 2020, 16h:39

Publica hard news e muita fofoca

Twitter segue Facebook e veta site conservador Zero Hedge

Fonte: Poder 360

Kon Karampelas (via Unsplash)

O Twitter seguiu o Facebook e também proibiu nesta 6ª feira (31.jan.2020) o site Zero Hedge de ter perfil com mais de 650 mil seguidores no microblog. O Facebook havia feito a mesma coisa em março de 2019.

A decisão veio depois que o BuzzFedd publicou reportagem dizendo que o Zero Hedge, site de notícias rápidas e com viés pró-Donald Trump e conservadores, divulgou num post informações pessoais de 1 cientista de Wuhan, na China, que havia sido falsamente acusado de ter criado o coronavírus como uma arma bioquímica.

A publicação acusando o cientista chinês saiu na 4ª feira (29.jan.2019) no Zero Hedge, site que em geral é identificado com o movimento da nova direita dos EUA, o alt-right. Sob o título “Is This The Man Behind The Global Coronavirus Pandemic?” (Estaria este homem por trás da epidemia global de coronavírus?), o texto trazia inúmeras teorias conspiratórias sobre o Wuhan Institute of Virology.

No texto, o Zero Hedge relatou que essa instituição chinesa recentemente havia aberto vagas para interessado em ajudar num estudo sobre “pesquisa de morcegos que tenham mecanismo molecular que permite vírus do tipo corona em doenças como Ebola e Sars ficarem adormecidos por 1 longo período sem causar enfermidades”.

Há no texto insinuações sobre esse recrutamento do Wuhan Institute of Virology e o atual surto de coronavírus, mas sem fornecer nada que seja concreto a respeito.

O nome do cientista citado no texto do Zero Hedge estava disponível na internet, mas sem nenhuma evidência de que pudesse ter fabricado o atual coronavírus.

O próprio Zero Hedge publicou a decisão de excluir o perfil do site. O site conservador Breibart News também noticiou, e disse que o Twitter declarou que o Zero Hedge havia praticado “manipulação da plataforma” do microblog.

Ao Breibart News, o Zero Hedge disse, por meio de 1 porta-voz: “Nós não temos ideia sobre manipulação de plataforma nem nos engajamos nunca em fazer algo dessa natureza. Nós apelamos contra uma violação de “abuso e assédio”, que nós entendemos que esteja relacionada ao artigo publicado pelo Buzzfeed”.

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