Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

Tecnologia
Terça-feira, 02 de Julho de 2019, 14h:33

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF

Laboratório de Inclusão Digital é inaugurado pela DPDF em parceria com MPT DF/TO e Senai

Da Assessoria DPDF

Imagem da Assessoria

Nesta segunda-feira (1°), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) inaugurou, em parceria com o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal e Tocantins (MPT DF/TO) – por intermédio da Coordenadoria de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente – e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai), o Laboratório de Inclusão Digital, Qualificação Profissional Tecnológica e Cidadania. O objetivo da iniciativa é promover ações de capacitação e treinamento que possibilitem inclusão digital, qualificação e profissionalização de públicos vulneráveis, com prioridade de atendimento aos adolescentes e jovens, em especial os usuários do sistema socioeducativo e em situação de acolhimento institucional e, também, a comunidade surda. O evento aconteceu na sede da Escola de Assistência Jurídica da DPDF (Easjur) e contou com a participação de representantes de diversas instituições. 

Na ocasião, compuseram a mesa: o subdefensor público-geral do DF, Danniel Vargas;  o procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, Erlan José Peixoto do Prado; o diretor regional do Senai/DF, Marco Antônio Areias Secco; a juíza da Vara de Execução de Medidas Socioeducativas, Lavínia Tupy Vieira Fonseca; a coordenadora regional de combate à exploração do trabalho da criança e do adolescente do MPT e procuradora, Ana Maria Villa Real Vieira Ferreira Ramos; o subsecretário do sistema socioeducativo da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus), Demontiê Alves Batista Filho; o diretor da Easjur, Evenin Ávila; e a professora e coordenadora-geral do Centro de Atendimento ao Surdo (CAS/DF), Rosana Cipriano Jacinto. 

Em sua fala, Rosana manifestou entusiasmo ao definir o evento como uma iniciativa muito importante para o processo de inclusão social. “Eu gostaria de cumprimentar a DPDF por depositar a confiança e participar desse processo de inclusão e acessibilidade aos jovens com surdez que, assim como os outros, buscam oportunidades no mercado de trabalho. Estaremos apoiando no que for necessário essa ação e essa parceria. Que seja um tempo bastante frutífero e que a sociedade se torne cada vez mais justa e inclusiva para todos nós”, ressaltou a coordenadora-geral do CAS/DF. 

O diretor da Easjur, Evenin Ávila, destacou a importância de estar presente no evento com representantes de outras instituições. Para ele: “Estar aqui hoje representa a justificação da nossa existência no sistema público de atendimento. Estamos passando por um momento em que todas as coisas estão à prova. E acredito que oportunidades de aprendizado, qualificação e educação são o caminho. A partir do momento que estabelecemos o propósito de ajudar pessoas indistintamente o Brasil cresce”.

O subsecretário do sistema socioeducativo da Sejus, Demontiê Alves, defendeu que por trás das instituições existem pessoas trabalhando pelo bem de outras. “É relevante dizer que por trás dessa mesa há pessoas que fazem o bem através de ações assim como essa. Cada um dentro do seu trabalho, dentro de suas condições e fazendo o bem na sociedade como um todo. O sistema socioeducativo tem a função de manter essa sala cheia de esperança de dias melhores. E que a gente continue cada vez mais querendo fazer o bem a uma sociedade que precisa de nós”, proferiu. 

De acordo com a idealizadora da ação, Ana Maria Villa, o Laboratório de Inclusão Digital é fruto de um sonho. “Eu sonhei e só precisava de ajuda para concretizar. Então consegui com a ajuda da Defensoria e do MPT, duas instituições que trabalham com direitos humanos, ações sociais e inclusão. Desejo que os jovens aproveitem essa oportunidade e que realmente seja um trabalho vantajoso e que se perpetue por um bom tempo”, disse. 

A juíza Lavínia Tupy pontuou as possibilidades que os jovens terão com o laboratório. “Essa é uma oportunidade para que o jovem, que muitas vezes está na desistência e que pensa que não há mais solução, não pare de sonhar. É uma oportunidade que veio para mostrar que é possível sim a ressocialização, é possível sim a dignidade, é possível sim uma vida nova. Sem cada uma dessas instituições esses jovens não teriam esse incentivo”, ponderou. 

O diretor regional do Senai/DF, Marco Antônio Areias Secco, falou sobre a parceria firmada entre as instituições. Para ele: “Mais do que uma parceria, nós temos uma aliança, que é mais duradoura. A parceria pode se romper, a aliança não”. E completou: “Nós vivemos em um momento em que é fundamental que se fortaleça o crescimento, que se dá pela formação, pela educação. É muito bacana a possibilidade de crescimento, de expansão das pessoas, sem fazer julgamentos. Aproveitem esse momento. A gente está decolando e o objetivo é ver vocês [jovens] se superando. Então se vocês forem bem aqui, as chances são maiores lá fora, no mercado de trabalho”.

Segundo o procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, Erlan José Peixoto, esta foi a celebração de mais uma etapa do processo de ressocialização. “Que esses jovens desfrutem da igualdade, desfrutem de algo que, talvez, nós aqui da mesa já nascemos desfrutando”, frisou. 

O subdefensor público-geral do DF, Danniel Vargas, agradeceu a dedicação das organizações comprometidas com a ação e destacou os esforços para melhorar o sistema socioeducativo. “Hoje nós temos a oportunidade de celebrar a existência do nosso Laboratório de Inclusão Digital. Esse é um momento muito feliz para nós e ele não seria possível sem o encontro de propósitos e esforços de todas as autoridades aqui presentes. Estamos revolucionando o sistema socioeducativo para que seja possível, verdadeiramente, socioeducar. Esses jovens precisam ter diante de si uma esperança de um futuro melhor, de dias melhores, uma esperança de que consigam se posicionar melhor diante da sociedade e do mercado de trabalho para que consigam uma posição de destaque e tenham seus direitos respeitados”, disse o subdefensor.   

Na sequência, houve o desenlace da fita de inauguração do novo prédio e a visita às novas instalações. Após a cerimônia, os alunos foram contemplados com a primeira aula prevista na programação do projeto. Na ocasião, a orientadora educacional do Senai/DF, Kátia dos Reis Lisboa, informou aos participantes como funciona a Defensoria Pública e como serão as aulas do Laboratório, que terão início, pela manhã, com os jovens socioeducandos e, à tarde, com os surdos. “O Senai forma o aluno tanto cognitivamente, como pessoalmente, para que ele possa ter uma boa colocação no mercado de trabalho”, explicou.  

Morgana Nathany Assessoria de Comunicação - DPDF

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