Presidente da Caixa Econômica depõe como testemunha de Cunha

O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, depôs ontem (6) como mais uma testemunha do deputado cassado Eduardo Cunha no processo que apura suposto esquema de corrupção no Fundo de Investimento do FGTS.

Ao juiz, Vallisney de Sousa da 10ª vara da justiça Federal em Brasília,  Gilberto Occhi disse que  não houve irregularidades nos contratos ligados ao fundo.

Occhi afirmou ainda desconhecer  qualquer influência do ex-deputado Eduardo Cunha ou do ex ministro Henrique Alves dentro do Banco.

Quem deve também ser convocado como testemunha de Eduardo Cunha  é o ministro da secretaria geral da Presidência,  Moreira Franco.  Ele foi vice presidente da Caixa em 2007.

Em depoimento prestado na última terça-feira, o empresário Marcelo Odebrecht apontou Moreira Franco como nome do PMDB com influência no fundo. O ministro nega participação em irregularidades

O ex-presidente Lula também falou.como.testemunha nesta semana e na última quarta-feira a justiça  encaminhou um questionário ao Presidente Michel Temer, que também  é testemunha.

Na ação, Cunha, Henrique Alves, Lúcio Funaro,  e mais 2 réus são acusados  de terem se beneficiado de um esquema de propina no Fundo de Investimento do FGTS.

De acordo com o Ministério Público, empresas como a Odebrecht que tinham interesse em obter empréstimos tinham que pagar  para que os recursos fossem liberados.

Cunha está preso em Curitiba, Henrique Alves em Natal e Funaro em Brasília. Os outros 2 réus, o empresário Alexandre Margotto, e o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto firmaram acordo de delação premiada. As informações são da RadioAgência Nacional.

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