Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

Política
Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2018, 10h:42

'ROMBO' R$ 1,5 BILHÃO / mt

Taques 'maquia' orçamento para esconder déficit, diz Botelho

Gazeta Digital

Assessoria

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM) sugeriu que o governador Pedro Taques (PSDB) 'maquiou' o orçamento financeiro do Estado para ao próximo ano.

A declaração aconteceu após reunião dos deputados estaduais com o governador eleito Mauro Mendes (DEM), onde foram apresentados o cenário financeiro do Estado para 2019.  A previsão é que o ‘rombo’ chegue a R$ 1,5 bilhão, valor que não consta no projeto encaminhado por Taques em outubro.

“O governador Mauro Mendes pediu para fazer um orçamento realista, o orçamento que tem hoje é um orçamento meio maquiado porque tem um déficit de R$ 1,5 bilhão e ele quer que conste isso, que fique claro”, disse.“Sempre faziam uma maquiagem para mostrar o orçamento, e chegava o final do ano ficavam reclamando, como aconteceu este ano. O orçamento passado não previa déficit e agora chega ao final com déficit de restos a pagar de R$ 1 bilhão”, acrescentou.

Mendes explicou que mesmo que as receitas e despesas aconteçam como estão programas na Lei Orçamentária Anual (LOA), não será possível diminuir o déficit.“Ou seja, muita gente vai ficar sem receber porque não vai ter dinheiro em caixa para pagar, essa é uma dura realidade do Estado de Mato Grosso nesse momento que todos conhecem”, ponderou Mendes.

Segundo o democrata é necessário economia de R$ 750 milhões e também um aumento de arrecadação no mesmo valor para atingir o equilíbrio fiscal.“Nós temos que economizar para o ano que vem R$ 1,5 bilhão ou economizar, por exemplo, R$ 750 milhões e subir a arrecadação, além do previsto para atingir o equilíbrio”, explicou. O presidente da Assembleia pontuou que Mendes precisará tomar medidas duras e cortar gorduras além de aumentar a arrecadação, mas, para isso acontecer o próximo governador vai depender do aval dos parlamentares, que, segundo Botelho, estão disponíveis para interromper o recesso para analisar e votar as medidas necessárias.

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