Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

Política
Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019, 10h:47

"Complexo de vira-lata"

"Somos os pobres da história", diz Bolsonaro, sobre disputa com Trump

A gente tá com chumbinho, eles estão com ponto 50.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre a disputa com Donald Trump e os Estados Unidos, que prometem retomar as tarifas sobre metais brasileiros como aço e alumínio. Na saída do Palácio da Alvorada, hoje, para seus compromissos, ele atendeu à imprensa, afirmou que o assunto ainda não é oficial, por ter sido citado apenas em tuíte do líder norte-americano, e que o país se posiciona no tema como "os pobres da história".

Questionado se ligou para Trump, Bolsonaro nem confirmou, nem negou. "Vou dar uma dica para você. Se eu já liguei ou não, você não vai ficar sabendo. Tem certas questões que são de Estado. Já temos todas as informações do que aconteceu".
No início da semana, ele disse que poderia ligar para o presidente norte-americano e que tem quase certeza de que Trump atenderá aos seus pedidos em relação ao tema. "Estou conversando. Pode ver, nós importamos etanol deles.

Eles querem, já está bastante avançado, mandar trigo para gente. Agora, nós somos os pobres da história. Não sei quantas vezes a economia deles é maior que a nossa. A gente tá com chumbinho, eles estão com ponto 50. Acho um certo exagero no que está acontecendo. Por enquanto não foi sobretaxado nada, só tem a promessa dele no Twitter", afirmou Bolsonaro, usando uma metáfora com armas.

Sobre a acusação de que o Brasil desvalorizou sua moeda, afirmou que "não é um exagero. O mundo ta globalizado, a própria briga comercial [entre] Brasil e China influencia o preço do dólar aqui. Várias vezes o Roberto Campos interferiu vendendo dólares. Nós não queremos aqui aumentar artificialmente... Nós não estamos aumentando artificialmente o preço do dólar." "Eu acredito no Trump. Não tenho nenhuma idolatria por ninguém. Temos uma amizade... Não vou falar amizade - não visito a casa dele nem ele a minha. Temos um contato bastante cordial. Não tenho decepção, porque não bateu o martelo ainda. Não é porque um amigo falou grosso numa situação que vou dar as costas para ele", concluiu.

 

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