Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019

Política
Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019, 08h:05

MOÇÃO DE REPÚDIO

Deputado de MT detona presidente francês e chama "colega" de psicopata

FOLHA MAX

REPRODUÇÃO

Um dos generais políticos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Nelson Barbudo (PSL) resolveu causar após apresentar uma moção de repúdio contra o presidente da França Emmanuel Macron, durante a sessão legislativa desta terça-feira (10), na Câmara Federal sob a justificativa de que o político europeu “desrespeita” a “soberania brasileira”. Ele também chamou o colega Ivan Valente (PSOL) de “palhaço de circo psicopata” que só quer “aparecer”.

Na visão do representante de Mato Grosso, o desagravo é resposta à altura das críticas recentes do representante da direita francesa sobre o status internacional da Amazônia Legal porque Macron também teria “ofendido” Bolsonaro ao chamá-lo de mentiroso que diz uma coisa num momento conveniente e depois desdiz tudo em público.

“Nesse contexto, o presidente da França, país com o qual o Brasil possui relações políticas e diplomáticas duradouras, tem desrespeitado princípios do Estado brasileiro, de modo a afrontar constantemente a soberania nacional”, disse, logo depois de ter batido boca com o colega do PSOL, Ivan Valente, que chamou o atual comandante do país de incompetente pra gerar empregos e sua família de “famiglia mafiosa”.

Barbudo afirma no texto de sua apresentação que o tema soberania do território amazônico é assunto superado e sobre o qual não deve haver nenhum tipo de recuo ou aceite, pois o objetivo dos líderes europeus, e de Macron em particular, é atrapalhar o acordo de livre comércio pré-firmado entre Mercosul e União Europeia, objetivo perseguido há anos pelo Brasil.

Ao presidente Bolsonaro, o que Barbudo pediu foram aplausos por mandar as Forças Armadas para combater os incêndios, desmatamentos e crimes ambientais na Amazônia, mesmo depois de ter demitido o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que um mês antes do “dia do fogo” alertou para o aumento desordenado justamente desses problemas depois de desmentir em público os dados apresentados.

Bolsonaro fez o que o representante do Estado exaltou ao assinar um “decreto de garantia da lei e da ordem” como modo de autorizar o livre trânsito dos militares pelo Amazonas, Pará, Acre e Mato Grosso.

Macron foi eleito recentemente como antagonista do governo brasileiro após criticar o aumento de 180% nas queimadas da Amazônia Legal neste 2019, em comparação com idêntico período de 2018, além de aumento semelhante no desmatamento, há cerca de um mês e meio. A sequência foi composta pelo presidente rindo de um post dizendo que o líder francês tem inveja de seu equivalente brasileiro porque a mulher do primeiro é “mais feia” que a do segundo e sendo criticado pela deselegância e o chamando de mentiroso na questão ambiental.

Bolsonaro recusou uma oferta de US$ 30 milhões condicionando-a a um pedido de desculpas por tê-lo criticado. Até hoje o tal pedido de desculpas não foi feito, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a chamar a esposa de Macron de feia. Para justificar o ato, ele disse que é o estilo do presidente. 

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