Domingo, 16 de Junho de 2019

Política
Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019, 15h:00

reunião com mauro / mt

Botelho defende Fethab e rebate o agro: 'é para o povo'

Gazeta Digital

Otmar de Oliveira

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), esclareceu durante a reunião dos parlamentares com o governador Mauro Mendes, nesta quarta-feira (9), que concorda com a criação do novo projeto do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Ele rabateu pensamento antagonista já esboçado por representantes do agronegócio.

“Ele [Mauro Mendes] apresentou superficialmente. Agora nós precisamos destrinchar. Mas eu sou a favor sim da unificação do Fethab”, afirmou o deputado durante intervalo para almoço dos presentes. O projeto busca o reequilíbrio financeiro do Estado, que passa por uma grave crise econômica e amarga dívidas na ordem de R$ 3,9 bilhões.  

Conforme adiantada pelo GD, o novo Fethab pretende arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão por ano aos cofres de Mato Grosso. Para isso, prevê recolhimento de taxas calculadas sobre produtos exportados, como a soja, algodão, milho e carne, além da madeira. Caso o novo Fethab seja aprovado, a arrecadação do fundo será majorada em quase R$ 500 milhões, se comparados com os números atuais do Fethab 1 e do extinto Fethab 2.    

“Eu sou a favor. Porque do jeito que o governo está fazendo ele está criando condições para que, primeiro, aumente. O que vai aumentar vai especificamente para uma conta própria para utilização em obras. Cria umas regras para utilização desse dinheiro. Hoje estava indo tudo só para pagar salário. Vai aumentar? Vai aumentar. Mas o que está aumentando vai para obras, realmente”, explicou o democrata, esboçando detalhes sobre o projeto ainda não divulgado ao público.   

O novo Fethab elaborada pelo governo Mendes prevê que R$ 500 milhões do total a ser arrecadado serão destinados exclusivamente para infraestrutura. E o dinheiro vai ser gerido pela própria secretaria responsável pelo setor. 

Botelho rebateu ainda possível protesto de lideranças do agronegócio em Mato Grosso. “O que nós vamos fazer é para o povo. Para o povo, para o bem do povo”, finalizou o deputado.

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