Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

Polícia
Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020, 09h:29

violência

Travesti é morta após levar uma facada na barriga, em Brasília

Garota de programa foi atacada por um homem por volta das 1h30, na Asa Norte, e veio a óbito

Correio Braziliense

Uma travesti foi morta após ser esfaqueada na barriga na madrugada desta sexta-feira (17/1). A mulher, que atuava como garota de programa, estava na Asa Norte, quando um homem a atacou por volta das 1h30. Ele também feriu o braço outra travesti que estava com ela, de 29 anos.

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), policiais foram abordados enquanto faziam uma patrulha pela Asa Norte. Quatro travestis pediram socorro aos agentes quando eles passaram pela Quadra 706. Elas informaram que as duas garotas de programa foram esfaqueadas por reagirem a um roubo.

Os militares acompanharam as vítimas até o Hospital de Base para que recebessem atendimento médico, mas uma das mulheres não resistiu. Ela tinha 36 anos. O homem responsável pelo ataque foi identificado pela polícia, mas está foragido. A identidade dele não foi revelada. A Polícia Civil informou que ele é conhecido como "Coruja", e tem 51 anos.

Levantamento da organização não governamental Transgender Europe aponta que o Brasil, em números absolutos, é o país que mais registra assassinatos de travestis e transexuais no mundo. Uma das causas apontadas pela ONG para explicar os altos índices de violência é a vulnerabilidade dessas pessoas em terem que trabalhar com a prostituição.

Uma estimativa feita pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) aponta que 90% de transexuais e travestis recorrem a prostituição ao menos em algum momento na vida, devido a falta de aceitação do grupo em vagas de emprego consideradas tradicionais.

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