Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

O Bocão
Quarta-feira, 09 de Outubro de 2019, 14h:37

Eles são acusados de pelo menos quatro execuções

MPE denuncia Jamil Name e mais dois empregados por porte ilegal de arma de fogo

Fonte: O Jacaré

O Ministério Público Estadual denunciou o empresário Jamil Name, 80 anos, e mais dois funcionários por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi preso no dia 27 de setembro deste ano acusado de chefiar grupo de extermínio, junto com o filho, o empresário Jamil Name Filho. Eles são acusados de pelo menos quatro execuções.

As armas foram apreendidas durante os cumprimentos dos mandados de busca e de prisão preventiva na Operação Omertà, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado) com o Garras, Batalhão de Choque, Bope e Força-Tarefa da Polícia Civil.

A denúncia foi protocolada nesta terça-feira (8) pelo promotor Pedro Arthur de Figueiredo. Em decorrência das armas, o juiz David de Oliveira Gomes Filho, de plantão na audiência de custódia, negou a fixação de fiança e determinou a segunda prisão preventiva do empresário.

Conforme a denúncia, os policiais e promotores encontraram um carregador com 17 munições de pistola nove milímetros na casa de Name, no Residencial Bela Vista. O trabalhador rural Adelino Louveira, 55, estava com uma espingarda calibre 12 com 11 munições e um revólver calibre 38.

Arma encontrada durante operação Omertà (Foto: Arquivo)

O trabalhador estava com o armamento no Haras Jamil Name, onde também foi apreendido um revólver calibre 38 em poder do domador José Antônio de Araújo, 66.

A ação será analisada pelo juiz Oliver Augusto Roberti Coneglian, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande. A pena pode ser de até quatro anos e pode ser convertida na prestação de serviços comunitários.

Esta pelo menos foi a pena do empresário João Amorim, condenado a pena de prestação de serviços por um ano. Ele foi flagrado com dois revólveres calibre 38, mas acabou sendo condenado pela arma sem registro.

Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido do dono da Proteco para converter a prestação de serviço em multa pecuniária. Com a decisão, o poderoso empresário será obrigado a realizar serviços comunitários pelo período de 12 meses.

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