Quarta-feira, 21 de Outubro de 2020

O Bocão
Sábado, 03 de Outubro de 2020, 16h:13

OPERAÇÃO MANTUS

Juíza libera hotel, casas, carro, Rolex e até celulares de Arcanjo

Ação contra João Arcanjo Ribeiro foi arquivada pelo Tribunal de Justiça

Fonte: Midia News

Divulgação

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o desbloqueio de diversos bens do ex-comendador Arcanjo Ribeiro que haviam sido apreendidos na Operação Mantus, da Polícia Civil.

Constam nos bens desbloqueados três imóveis. O primeiro, localizada na Rua São Bento, no Bairro Baú, em Cuiabá.  O segundo no Bairro Miguel Sutil, também na Capital, e o terceiro, localizado no Centro de Tangará da Serra, que abriga o Colibri Palace Hotel.

A magistrada ainda determinou o levantamento da apreensão de uma Hillux SW4, ano 2019,  R$ 200 mil em dinheiro, além de um relógio Rolex e três celulares Samsung.

Acresço que tais bens não interessam mais ao processo, em razão do trancamento da ação penal em relação ao requerente

A Operação Mantus investigou dois grupos supostamente envolvidos com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso: a “Colibri” que seria chefiada por Giovani Zem e Arcanjo e a Ello/FMC, que seria liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho.

Na decisão, a magistrada citou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso trancou a ação proveniente da operação em relação ao ex-comendador por falta de provas.

"Acresço que tais bens não interessam mais ao processo, em razão do trancamento da ação penal em relação ao requerente e por estar devidamente comprovados a quem pertence, motivo pelo qual não há mais fundamento para mantê-los sequestrados/bloqueados”, diz trecho da decisão.

Por outro lado, a juíza negou liberar outros dois veículos, um Fiat Toro e um Honda Civic, por estarem em nome de terceiros.

Ela também não liberou os bens apreendidos no Colibri Palace Hotel, entre eles, R$ 1.190 em espécie, notebook e notas promissórias. 

A magistrada também não autorizou o desbloqueio de R$ 99,5 mil  apreendidos na casa de Arcanjo.

"Como bem manifestou o Ministério Público o montante é expressivo e sequer é compatível com os ganhos declarados no IRRF, além de não haver em sua declaração a existência de dinheiro em espécie, guardados em sua residência, porquanto, não há nos autos prova inconcussa da propriedade do valor de R$ 99,5 mil, restando dúvidas quanto a propriedade do montante, merecendo dilação probatória durante a ação penal”, afirmou. 

 

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