Terça-feira, 02 de Março de 2021

O Bocão
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021, 09h:21

VIZINHANÇA DO BARULHO

Depois da prisão e ‘quebra’ de postos, empresário várzea-grandense fatura alto com bailes funk na pandemia

Haroldo Assunção, Especial para o

Brasil Notícia

Depois de ser preso em operação deflagrada há alguns anos pelo Ministério Público Estadual (MPE) por induzir o consumidor a erro ao ostentar a bandeira Ypiranga Petróleo em seus postos e revender combustível de qualidade duvidosa, comprado de outros fornecedores, sobreveio condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso – e a quebradeira em efeito dominó de muitas empresas suas, desde papelaria a transportadora de combustível.

O distinto empresário da Guarita, de fina linhagem paranaense – Neves, Seve, ou coisa parecida – de forma mais adequada poderia ser alcunhado “Deve”.

Pois assim vamos aqui chamá-lo por enquanto, “Seo Deve” - em respeito às vítimas, que ainda buscam solução pacífica por meio de diálogo ou se necessário conciliação judicial.

“Deve”, entre outros credores, aos bancos Bradesco e do Brasil, às distribuidoras Petrobrás e Ipiranga, e uma certa Art Petro sediada no estado do Paraná - onde possui um posto na cidade de Colorado - à Fazenda Pública do Estado de Mato Grosso assim como à da União, além de pendências com ex-empregados na Justiça do Trabalho.

Lá no Paraná, a parte oposta acusou-o de ocultação de patrimônio e fraude à execução ao supostamente usar uma meia-sobrinha sua como laranja no registro de imóvel de sua propriedade – à época, a moça estudava Medicina em Ribeirão Preto (SP) e não possuiria condições financeiras para aquisição do bem. Por aquele tempo autônoma, seria dona de um pequeno salão de beleza na cidade do interior paulista.

CRIME AMBIENTAL

Desmatamento vizinhança do barulho

Desmatamento vizinhança do barulho

 

Mas a cadeia pelo jeito não ensinou muito ao “Seo Deve”, que aproveitou o fechamento das casas noturnas por conta da pandemia e diversificou os negócios – agora à margem do rio e também da lei.

Teria cortado raso, afora umas poucas árvores centenárias que deixou para disfarçar, extensa faixa de mata ciliar nos fundos de ‘sua’ chácara, para facilitar o acesso ao rio e tornar o espaço mais atrativo para alugar por cerca de dois mil reais de sexta a domingo para a realização de bailes funks, os tais “eventozinhos clandestinos”, não raro com dezenas de menores, tudo regado a muito álcool e quiçá ilícitos outros, durante setenta e duas horas contínuas ao som do funk mais vulgar em altíssimo volume, para o desespero da vizinhança.

Procurado para fazer cessar o furdunço de todo fim de semana que adoece quem mora ao lado, “Seo Deve” fez que não era com ele, que para fins de execução supostamente ‘tá é liso’ – de fato, o imóvel está em nome daquela mesma sobrinha, agora médica, sócia de uma clínica especializada sediada na capital mato-grossense e legítima dona daquela margem desmatada do rio Cuiabá, ali para os lados da Passagem da Conceição. Coincidência demais.

A vizinhança promete recorrer à Justiça, embora tenha procurado o diálogo.

Mais uma para a conta de “Seo Deve”, com possíveis efeitos colaterais em família, pois que a ‘Dona’ do empresário, que ele decerto não pode chamar de ‘meu bem’ senão o banco toma - também de sobrenome oriundi nobre e distinta dama da alta sociedade, líder de valorosa associação de senhoras lisonjeada por honrarias legislativas - seria quem de fato “toma conta” dos negócios de aluguel, associada a um preposto que atende pelo apelido em referência ao tique nervoso de piscar continuamente, sem encarar o interlocutor. Bem típico o vulgo, parece coisa de organização criminosa...

Voltaremos ao caso!

Num piscar de olhos...

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