Lideranças indígenas pedem ao MEC mais recursos para educação nas aldeias

Imagem ilustrativa/redes sociais

Representantes de etnias indígenas de dez estados brasileiros entregaram hoje (19) para o Ministério da Educação (MEC) e Ministério Público Federal (MPF) um documento em que defendem a aplicação de recursos para melhorar a qualidade da educação direcionada a esses povos.

O assunto foi discutido no 3° Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, realizado no Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB). O evento contou com a participação de 450 pessoas entre representantes e líderes de 18 etnias.

Brasília - O índio Anastácio Peralta - Guarani Kaiowá - Mato Grosso do Sul, participa do 3 Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (José Cruz/Agência Brasil)
“O país sempre teve dificuldades de oferecer políticas públicas para o índio, não somente na área da educação”, disse Anastácio PeraltaJosé Cruz/Agência Brasil

“O país sempre teve dificuldades de oferecer políticas públicas para o índio, não somente na área da educação”, disse o coordenador da organização comunitária indígena Aty Guasu, Anastácio Peralta, da etnia Guarani Kaiowá.

Segundo ele, só na cidade de Dourados (MS), cerca de 600 crianças e adolescentes indígenas estão sem escola. “Estamos lutando junto ao Ministério Público, prefeitura e lideranças para que tenhamos professores e salas de aula para nossos alunos”, disse.

Além da reivindicação de investimentos na educação nas aldeias, outro assunto abordado foi a migração de índios para a cidade a fim de cursar universidade. “Para que nosso povo possa vir até a cidade para fazer um curso de nível superior, é preciso que haja uma estrutura que o receba, além de recursos para o manter durante o tempo de estudo”, ressaltou Anastácio.

O fórum

Promover o debate e estimular a participação da população indígena no processo de concepção, implementação e avaliação das políticas nacional, estaduais e municipais de educação voltadas a esse público são os objetivos do fórum.

“Nos últimos anos estamos vivendo uma situação particular que é muito pouco debate com cidadãos e com a comunidade, as decisões são tomadas, praticamente, na esfera política”, disse o professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Gersem Baniwa, especialista em educação indígena. As informações são da RadioAgência Nacional.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*