Segunda-feira, 19 de Abril de 2021

Justiça
Quinta-feira, 25 de Março de 2021, 09h:26

Stringueta foi afastado de suas funções

Procurador alega que delegado tenta usar MPE de “escada política” em MT

Fonte: Página do Estado

Divulgação

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, afirmou que o delegado da Polícia Civil, Flávio Stringueta, utilizou o Ministério Público de Mato Grosso para ganhar visibilidade política ao criticar a compra de 400 celulares com tecnologia de ponta avaliados em R$ 2,2 milhões. Stringueta foi afastado de suas funções no início de março dois dias após fazer os apontamentos.

Artigos foram publicados em vários veículos de comunicação, inclusive FOLHAMAX. “Salvo engano, o delegado quer entrar na vida política para ser governador ou até senador do Estado e está querendo fazer o Ministério Público de escada. Eu só tenho a lamentar sobre isso”, disse em entrevista à rádio Capital FM na manhã desta quarta-feira (24).

A fala ocorreu quando Borges comentava sobre o artigo vinculado por Stringuetta que detonou a aquisição de aparelhos de ponta, como Iphone 1 e Galaxy Note, para promotores e procuradores do Ministério Público e Justiça do Estado. No dia 1º de março, o delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) foi afastado de suas funções pela Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil.

Apesar de Stringueta ter expressado seu posicionamento pessoal e não da Polícia Civil, a intensidade das críticas levantou dúvidas sobre o relacionamento existente entre ele e o MPE. O texto repercutiu não só no meio jurídico como também entre os formadores de opinião. “Nós nos preocupamos com a nossa imagem e existem pessoas que querem explorar isso de forma demagógica para ter preceitos políticos de uma pseudomoralidade”, complementou.

Além de Stringueta, a polêmica compra de celulares foi questionada na Justiça por quatro advogados, que tentaram impedir a aquisição dos equipamentos por meio de uma Ação Civil Pública e Popular. Contudo, o pedido foi negado pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques.

O magistrado citou trechos do relatório do MPE que destaca a segurança do sistema operacional dos aparelhos escolhidos. “Por que que usamos essa tecnologia? Porque é necessário. Teve todo um laudo técnico. Inclusive teve uma ação popular e o Tribunal de Justiça manteve nossa licitação. Nós já fizemos até a prestação de contas. Eu estou falando exatamente por um Iphone institucional porque eu tenho o meu a particular. O aparelho tem um sistema de segurança e por isso foi escolhido. Nós economizamos R$ 800 mil porque nós falamos para a operadora que só queríamos a linha e não queríamos o celular. Eles embutiram o aluguel nesse valor do celular”, finalizou.

ARTIGO

No artigo, o delegado faz menção ao fato do Ministério Público Estadual comprar 400 aparelhos smartphones por R$ 2.232 milhões. Só para Iphone foram gastos R$ 1.683 milhão. “Semanas atrás, o Brasil inteiro foi surpreendido com várias publicações dizendo que o nosso MPE/MT, cada promotor de “justiça”, receberia um smartphone de última geração”, disse.

Stringueta ainda questionou o fato de que professores não recebem os mesmos benefícios para ensinar a futura geração. O servidor ainda afirmou que a instituição seria imoral e de que não teria medo de possíveis processos. “Virou notícia, e vergonha, nacional. O que se esperaria dos promotores, ou seus líderes, ou do inconsequente idealizador desse absurdo? Que não tivessem feito. E, como já tinham feito, que pedissem desculpas à sociedade pelo erro e sumissem de cena. Mas não. Continuaram. Irão receber os tais aparelhos, como se não tivessem condições de ter algo assim para trabalhar e se comunicar. Uma juíza assim autorizou”, continuou em seu texto.

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