Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019

Justiça
Sexta-feira, 01 de Novembro de 2019, 08h:50

Mato Grosso do Sul

Na gestão tucana, número de mortes de pacientes cresce 126% no Hospital Regional

Jacará MS

Houve aumento de 126% no número de mortes de pacientes nos últimos cinco anos no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. Entre 2014, último ano da gestão de André Puccinelli (MDB), a média mensal era de 60 óbitos no estabelecimento. Desde a posse de Reinaldo Azambuja (PSDB), a média vem crescendo e chegou a 136 por mês neste ano, conforme informações repassadas à Justiça.

A aumento na mortalidade de doentes no HR voltou aos holofotes graças ao juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Alarmado com a quantidade de óbitos na instituição, o magistrado determinou a abertura de inquérito pelo Ministério Público Estadual para apurar a causa das mortes e apurar os crimes de improbidade administrativa e penal.

Apesar do tucano ter sido eleito com a promessa de melhorar a saúde pública e critica duramente o antecessor por ter reduzido o número de leitos do SUS (Sistema Único de Saúde), Reinaldo vê a situação piorar desde a sua posse no cargo de governador de Mato Grosso do Sul.

Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, falta de tudo no HR, desde materiais hospitalares necessários para o sucesso de uma cirurgia até remédios para tratar os pacientes internados na instituição. O Governo só se preocupou em abastecer as farmácias do hospital após a Justiça conceder liminar a pedido do MPE.

Enquanto pacientes morrem na Capital a espera de leitos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o HR está com cinco leitos intensivos encaixotados há vários meses por falta de funcionários para ativá-los.

Em mais uma ação, para obrigar o Estado a retomar o serviço de hemodinâmica da instituição, que suspendeu o atendimento por falta de materiais no início de setembro, o juiz mandou o HR informar quantos pacientes morreram em decorrência de faltar quase tudo na unidade. A Fundação Estadual de Saúde informou que 1.140 pessoas morreram entre 1º de fevereiro e 14 de outubro deste ano no local, alarmando a população.

Comentários










COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.