Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

Justiça
Quinta-feira, 08 de Outubro de 2020, 13h:17

PRÉ-CAMPANHA

MPF quer que Whats verifique números que enviaram mensagens

O pedido faz parte de uma ação movida pelo PSL contra o senador interino

MidiaNews

MidiaNews

O procurador regional eleitoral Erich Raphael Masson pediu à Justiça que intime o aplicativo de mensagens WhatsApp para fazer uma verificação interna de dois números de telefone supostamente ligados ao senador interino e candidato ao Senado Federal, Carlos Fávaro (PSD).

 

O pedido consta nos autos de uma ação movida pelo PSL, que alega que Fávaro fez contratação de disparos em massa de mensagens de Whatsapp na pré-campanha para potencializar o seu nome na eleição.

 

Segundo os autos, a Justiça deferiu uma liminar de produção antecipada de provas e determinou a intimação do senador interino para manifestação e eventuais comprovações, além da expedição de ofício a operadora de telefonia móvel para informar os dados cadastrais das duas linhas telefônicas responsáveis pelas mensagens.

 

Em resposta, Fávaro informou desconhecer ou possuir qualquer informação a respeito do fato.

 

Já a companhia telefônica informou o titular de apenas um dos números.

 

No pedido, o procurador requereu que a operadora informe o titular da outra linha.

 

Ele ainda entendeu que, para além das diligências em andamento, é preciso que se diligencie diretamente ao WhatsApp.

 

Isso porque, segundo o procurador, através de aprendizado de máquina, é possível reconhecer padrões que violam os termos de uso do aplicativo e assim identificar uma conta que se encaixe nesses padrões, como é o caso do envio massivo de mensagens e a criação de contas automatizadas.

 

Dessa forma, pede que o aplicato de mensagens faça a verificação interna em relação aos números de telefone, informado se foi identificado comportamento que caracterize o disparo de mensagens eletrônicas em massa, automatizadas ou em forma de spam.

 

Em caso positivo, para que forneça detalhamento do modo, frequência, outros números envolvidos e demais informações relevantes.

 

Masson requereu ainda que Whatsapp informe se mensagens similares à contida na inicial, divulgando a imagem de Carlos Fávaro, foram encaminhadas por outros números, caracterizando o envio massivo de mensagens e a criação de contas automatizadas.

 

O outro lado

 

O senador Carlos Fávaro se manifestou sobre o caso por meio de nota. Leia abaixo:

 

O senador Carlos Fávaro desconhece qualquer informação a respeito de fonte, modalidade, contrato ou origem das mensagens, uma vez que não contratou e nem solicitou disparos em massa e toda a comunicação da sua atividade parlamentar é feita por canais oficiais. Ele está, desde o início da ação, à disposição da Justiça Eleitoral para colaborar com o esclarecimento dos fatos.

Comentários










COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.