Quarta-feira, 08 de Abril de 2020

Justiça
Sábado, 08 de Fevereiro de 2020, 12h:50

Teria recebido propina de Cabral

MP denuncia ex-procurador-geral do Rio por lavagem de dinheiro

Fonte: Poder 360

Divulgação

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou o ex-procurador-geral de Justiça do Estado Cláudio Lopes por lavagem de dinheiro. Além de Lopes, foram denunciados a mulher dele, Ana Beatriz Crespo Lopes, e o empresário Carlos Jardim Borges.

A denúncia foi apresentada em 3 de fevereiro pela Subprocuradoria Geral de Justiça de Assuntos Criminais e Direitos Humanos. O caso foi confirmado pelo Ministério Público na 6ª feira (7.fev.2020) após reportagem sobre o tema feita pelo portal G1.

“O acusado Cláudio Soares Lopes, bem como a sua esposa, a acusada Ana Beatriz Crespo Fernandes Lopes, adquiriram, a partir do ano de 2011 e até o ano de 2014, uma série de bens móveis e imóveis, no Brasil e no exterior, como fruto das quantias espúrias por aquele recebidas em razão dos inúmeros crimes de corrupção por ele cometidos”, diz o MP-RJ.

Segundo a ação, os acusados teriam comprado bens com recursos financeiros recebidos por Lopes mediante crimes de corrupção anteriormente denunciados.

 

 

Lopes foi acusado de formação de quadrilha

Em 9 de outubro, Lopes foi 1 dos 4 denunciados pelo procurador-geral de Justiça, Ricardo Ribeiro Martins, em esquema comandado pelo ex-governador do Estado Sérgio Cabral. Além de Cabral e Lopes, foram denunciados Wilson Carlos, ex-secretário de Governo, e Sérgio de Castro Oliveira, conhecido como Serjão.

Os 4 foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e quebra de sigilo funcional. Os crimes foram cometidos de 2008 a 2012.

Com base em delação de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral, Lopes foi acusado de recebimento propina do grupo do ex-governador, enquanto ocupava o cargo de procurador-geral de Justiça de 2009 a 2012.

Defesa nega irregularidades

Ao G1, José Carlos Tortima, o advogado de defesa de Lopes, disse que a nova denúncia é “completamente improcedente”, “açodada” e “precipitada”. Segundo ele, os bens apontados pelo MP como obtidos com propina são compatíveis com a renda do ex-procurador.

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