Domingo, 24 de Março de 2019

Justiça
Segunda-feira, 11 de Março de 2019, 18h:05

Mato Grosso

Justiça nega pedido de Ledur para anular investigações

Aline Almeida

Arquivo

Justiça negou mais um pedido da defesa da tenente Izadora Ledur, para anular as investigações da Polícia Civil sobre a morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro. O inquérito policial apurou a suposta prática de tortura com resultado morte, atribuída à Izadora e outros agentes da corporação durante o treinamento de atividades aquáticas, na Lagoa Trevisan, em novembro de 2016. Na decisão do último dia 06, o juiz Wladymir Perri rejeitou embargos declaratórios que pleiteava reforma da decisão do mês passado, também contrária a anulação das investigações.  

  

No pedido, a defesa de Ledur alegou que, na decisão do dia 04 de fevereiro, que indeferiu o pedido, “há omissão e contradição quanto à avaliação, refletindo em juízo vago e genérico, sem qualquer referência aos elementos concretos”. A competência de julgamento do processo, que tramitava em uma vara criminal comum, foi declinada para a Vara Militar. Com isso, a defesa tenta anulação alegando que como o crime apurado é de natureza militar e a sua apuração não seria de competência da Polícia Civil, mas dos órgãos militares.   

 

No entanto, o juiz ressalta que são admitidos embargos de declaração quando houver ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no julgado e erro. No caso em questão, Wladymir Perri diz que já houve decisão anterior e que não há fato novo que motive o acolhimento ao novo pedido. “Não se evidenciam omissões, tampouco contradições a serem sanadas. Ante o exposto, rejeito os embargos declaratórios opostos”, destaca o magistrado.   

 

Com o não acolhimento do pedido da defesa, segue o processo. Estão marcadas para o dia 15 de abril a sessão para ouvir as testemunhas de defesa e o dia 16 para interrogar a ré.

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