Domingo, 21 de Julho de 2019

Justiça
Segunda-feira, 06 de Maio de 2019, 10h:47

Operação Lama Asfáltica

Ex-dono da PSG alega demência e Justiça desmembra ação para não atrasar Lama Asfáltica

Fonte: Midia Max

Justiça Federal em Campo Grande (Foto: Arquivo Midiamax)

A defesa do réu Antônio Celso Cortez, apontado pela Operação Lama Asfáltica como proprietário da PSG Tecnologia Aplicada, alegou para a 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande que o empresário apresenta quadro de senilidade e demência e pediu a suspensão de ação penal por lavagem de dinheiro. No entanto, o juiz Bruno Cézar da Cunha Teixeira desmembrou a ação, segundo despacho do Diário da Justiça desta segunda-feira (6).

Um relatório médico foi anexado aos autos pela defesa, alegando a situação do empresário, e solicitando instauração de incidente de insanidade mental, com previsão legal de suspensão do processo.  No despacho, o juiz alega que a ação conta com outros 11 réus, alguns inclusive presos. Portanto, ao invés de suspender a ação, o juiz desmembrou a ação em relação ao empresário.

O processo desmembrado terá como curador, até eventual indicação de familiar ou outra pessoa apta a exercer a obrigação legal, o advogado Carlos Roberto de Souza Amaro, de acordo com o despacho.

Neste caso, somente as denúncias que apontam para Cortez devem ser suspensas, dando andamento as demais ações da Lama Asfáltica. O mesmo pedido deve ser feito em todos os processos onde o empresário figura como réu, em um total de nove ações que tramitam na Justiça Federal sobre o caso, incluindo a última, aceita em abril, que aponta o empresário como integrante do esquema de João Roberto Baird, que seria ‘promotor de atividade criminosa’, escondendo R$ 6,5 milhões no Paraguai.

Lama Asfáltica

Até o momento, 58 pessoas foram denunciadas na Operação Lama Asfáltica. Dessas, encontram-se em prisão preventiva Edson Giroto, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Flávio Henrique Garcia Scrocchio e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.

Três tiveram as suas prisões preventivas convertidas em prisões domiciliares, caso de Elza Cristina Araújo dos Santos, Ana Paula Amorim Dolzan e Mariane Mariano de Oliveira Dornelas. Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto responde em liberdade após a primeira sentença da Justiça Federal em relação a Lama Asfáltica ser proferida, em março deste ano.

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