Domingo, 09 de Agosto de 2020

Justiça
Segunda-feira, 20 de Julho de 2020, 14h:46

TRAGÉDIA DO ALPHAVILLE

“Eu não sabia que armas circulavam na casa”, diz mãe

As declarações foram dadas em entrevista ao programa Fantástico, exibido neste domingo (12) pela rede Globo

Redação

A mãe da adolescente de 14 anos que morreu após um disparo acidental, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, afirmou que não sabia que armas circulavam de forma deliberada e carregadas na casa aonde aconteceu a tragédia, localizada no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá.


As declarações foram dadas em entrevista ao programa Fantástico, exibido neste domingo (12) pela rede Globo.


Segundo Patrícia, sua filha saiu de casa para fazer um bolo na casa da amiga, onde ocorreu o disparo e saiu de lá direto para Instituto Médico Legal (IML).


“Eu sabia que todos eram praticantes de tiros, mas eu não sabia que ele (pai da amiga) tinha um arsenal em casa e muito menos sabia que armas circulavam na casa de maneira deliberada, muito menos carregada, pois eu não teria deixado minha filha ir até a casa deles”, disse a mãe.


As investigações iniciais apontam que tiro que matou a vítima teria sido disparado pela amiga, uma adolescente também de 14 anos. Toda família, inclusive ela, eram praticantes de tiro esportivo e colecionavam armas.


No ano passado, um decreto do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), fixou a idade mínima de 14 anos para que adolescentes possam praticar a modalidade tiro esportivo.


Conforme a reportagem, há uma segunda família envolvida no acidente, a namorado da adolescente, que também é pratica a modalidade. Ele tem 16 anos e no dia do episódio foi sozinho até casa da namorada para levar duas armas, no entanto, não foram ouvidos ainda.


“Eu não acredito nisso, não estou desmentindo o depoimento dela (amiga), mas eu como mãe não entendo de armas, mas eu acho isso muito pouco provável (disparo acidental), como que o disparo aconteceu na cabeça da minha família? Não poderia ter sido em um braço, perna?”, questionou Patrícia.


De acordo com o delegado que investiga o caso, Wagner Bassi, a Polícia Civil está analisando através de exames, provas que irão apontar as circunstâncias do disparo.


“Qual o movimento que aconteceu exatamente. A pistola era modificada, ela tinha uma alteração para participar de campeonatos. Desta forma, tinham mexido no gatilho e o acionamento dela era um pouco mais ‘mole’. Agora, vamos verificar se essas alterações permitiam um disparo acidental”, declarou o Wagner.


Caso
Uma adolescente de 14 anos, identidade não divulgada, morreu na noite deste domingo com o tiro na cabeça. O disparo teria sido dado pela amiga.

As duas estavam brincando com objeto em frente à residência e por não saber manusear arma, adolescente acabou disparando com a vítima.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte da garota no local.

Nas redes sociais, o irmão da adolescente lamentou a morte e relembrou a perda do pai em 2018, decorrente de um acidente automobilístico. “É triste a vida, não deu nenhuma chance para minha irmã viver. Agora eu sei o sentido da vida, é sofrer”, diz trecho da publicação.

O caso segue sendo investigado.

 

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