Caldeirão Político

Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2020, 10h:24

Exportação do agronegócio do Brasil cai 9,4% em janeiro

Vendas menores de soja, principal produto negociado no exterior, contribuíram para o resultado. Negociações de carnes crescem 23%.

G1

As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram US$ 5,8 bilhões em janeiro, recuo de 9,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (12).

O resultado negativo foi puxado pela soja, que viu suas vendas caírem para China em 42% no período.

Principal produto de exportação do país, as vendas de soja foram afetadas por uma colheita mais atrasada em relação ao avanço recorde do ano passado, além de menores compras da China, principal importador global e do produto do Brasil, maior exportador mundial.

Isso aconteceu porque em janeiro de 2019 o Brasil ainda foi bastante beneficiado pela guerra comercial sino-americana. Já em 2020 os EUA assinaram o acordo comercial fase 1 com a China, o que animou as relações comerciais entre os dois países, conforme reportou a Reuters em janeiro.

"A queda nos preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, de 7,4%, foi a razão preponderante para a redução das vendas externas em janeiro...", de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do ministério, que elaborou levantamento.,
Carnes
As carnes foram responsáveis por 23,2% do total exportado e atingiram US$ 1,35 bilhão (30,9%). A carne bovina foi a principal carne exportada, com US$ 631,5 milhões (+38,1%). Tanto o valor exportado como o volume, 135,3 mil toneladas, foram recordes para os meses de janeiro.

A carne suína também foi destaque com aumento de 79,9% no valor exportado (US$ 163,30 milhões) com 67,7 mil toneladas (42%). Já a carne de frango somou US$ 522,0 milhões, alta de 17%.

As vendas externas de carnes (bovina, suína e de frango), açúcar e algodão, no primeiro mês do ano, ajudaram a compensar, em parte, a queda nos produtos do complexo soja – grãos, farelo e óleo (-31%) e dos produtos florestais – celulose, papel e madeira (-33,8%), disse o ministério.

 

 


Fonte: Brasil Notícia

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