Caldeirão Político

Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2020, 08h:45

Garota que matou vigia a pedradas não sofreu tentativa de abuso, diz PCDF

A adolescente teria tentado roubar um veículo que estava na oficina onde a vítima trabalhava, em Águas Claras. Outros três adultos são apontados como comparsas da jovem no possível latrocínio

Correio Braziliense

A adolescente de 13 anos, acusada de matar o vigia Antônio Soares da Silva, 52, não teria agido em legítima defesa, de acordo com a Polícia Civil. A garota foi apreendida em flagrante pelo crime, em 28 de janeiro, em frente a mecânica onde a vítima trabalhava.

Durente depoimento com investigadores da Delegacia da Criança e do Adolescente 2 (DCA — Taguatinga), a jovem alegou ter reagido a uma tentativa de estupro. No entanto, os agentes confirmaram que o caso pode-se tratar de um latrocínio (roubo seguido de morte).

Segundo o delegado Juvenal Campos, chefe da DCA 2, a versão da adolescente foi refutada por meio de imagens de câmeras de segurança da região. "Mas também conversamos com testemunhas do caso, as quais informaram que, na realidade, a menina estava acompanhada de outros três adultos e queriam roubar um carro que estava dentro da oficina", relata.

"O grupo não conseguiu levar o automóvel. Contudo, apuramos que foi levada uma bicicleta, além da chave do carro da vítima e os documentos dela. Então, as provas indicam que na realidade é um possível latrocínio, não um homicídio", acrescenta o investigador.

No dia do assassinato, a adolescente estava acompanhada de dois homens e uma mulher. Não foi informado se os suspeitos ajudaram a menina a espancar e apedrejar Antônio da Silva, tampouco se eles estão presos ou não.

 

 


Fonte: Brasil Notícia

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