Greve de caminhoneiros provoca desabastecimento em postos de combustível do Rio

Foto: Agência Brasil/Central de Conteúdo/EBC

A greve das motoristas autônomos de caminhões de combustíveis, deflagrada no Rio de Janeiro e em outros estados, começa a provocar desabastecimento em postos de combustível da capital fluminense. Eles protestam contra a alta incidência tributária nos preços dos combustíveis.

Os grevistas fazem piquete na porta das distribuidoras de combustíveis, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, impedindo os caminhões de entrar para serem carregados com gasolina, álcool ou diesel.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Estado do Rio (SindEstado-RJ), nenhum caminhão transportador de combustíveis saiu das bases de abastecimento instaladas na região de Duque de Caxias desde a noite de ontem (7). O local responde pelo abastecimento da maioria das distribuidoras de combustível do estado do Rio de Janeiro.

Brasília - Postos de combustíveis ajustam os preços e repassam para o consumidor o aumento da alíquota do PIS e Cofins pelo litro da gasolina(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Sindicato diz que desabastecimento nos postos de combustíveis pode piorar no fim de semana Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O presidente do sindicato, Ricardo Lisbôa Vianna, disse que o risco de desabastecimento pode se agravar no fim de semana.

“Esse quadro gera grande apreensão para os donos de postos, que contam com o recebimento de novos carregamentos para que possam continuar trabalhando. Caso a situação não seja normalizada de imediato, os postos terão de 24 a 48 horas, no máximo, até que comece a faltar combustível para venda”, alertou.

Decisão judicial

Uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro, obtida pela Petróleo Ipiranga, determina que a Associação das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Associtanque-RJ) suspenda o bloqueio das portas das distribuidoras.

Caso a entidade descumpra a decisão medida judicial, será cobrada multa de R$ 5 mil a cada duas horas de paralisação. Procurada pela reportagem, a entidade não se manifestou.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) informou que, com apoio da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP) e das forças de segurança do Rio de Janeiro e Minas Gerais, está atuando para que se cumpra
a ordem judicial que determina a garantia de normalidade do abastecimento nos dois estados.

“Já estão sendo observados focos de desabastecimento em algumas regiões do estado [do Rio de Janeiro]. O abastecimento de serviços essenciais como barcas, transporte urbano rodoviário, aeroportos, polícia e hospitais pode ser afetado caso a operação de distribuição não seja liberada”, disse a entidade. As informações são da Agência Brasil.

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