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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2021, 17h:08

OPERAÇÃO MANTUS

TJ manda devolver anel e Rolex para empresário em MT

Fonte: Folha Max

Divulgação

A Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça (TJMT) autorizou a devolução de um anel de ouro cravejado com diamantes, além de um relógio Rolex, ao empresário Frederico Muller Coutinho, alvo da operação “Mantus”. Ele é apontado em investigações da Polícia Judiciária Civil (PJC) como um dos líderes do jogo do bicho em Mato Grosso. 

A defesa de Frederico Muller Coutinho entrou com um mandado de segurança no Poder Judiciário Estadual pleiteando a devolução dos bens. O relator do pedido, o desembargador Rui Ramos, confirmou que o empresário provou a posse das joias e que as adquiriu entre os anos de 2010 e 2014, antes dos fatos investigados pela PJC, supostamente ocorridos em 2017.

A operação “Mantus” foi deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da PJC, em maio de 2019. “O impetrante anexou documentação suficiente a demonstrar a propriedade da res (Relógio Rolex e do Anel personalizado com as iniciais FMC de ouro 18 quilates com brilhantes), importante destacar que as apreensões das joias ocorreram em 29 de maio de 2019. Igualmente, tem-se que os fatos investigados decorrem de fatos, em tese, praticados em 2017. O impetrante demonstrou que as aquisições de determinadas jóias ocorreram em período anterior ao investigado”, explicou Rui Ramos.

 

Frederico Muller Coutinho também argumentou que já se passou mais de um ano desde a deflagração da operação “Mantus” e que sequer foi oferecida uma denúncia contra os suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho.

OPERAÇÃO MANTUS

Na manhã do dia 29 de maio de 2019, a PJC deflagrou a operação “Mantus”, que prendeu o ex-bicheiro, o "Comendador" João Arcanjo Ribeiro, e outras 17 pessoas em Cuiabá. Em sua residência, os agentes de segurança encontraram R$ 200 mil em dinheiro vivo.

De acordo com as investigações, duas organizações criminosas – que utilizavam, inclusive, práticas de sequestro e tortura contra seus adversários -, atuavam no jogo do bicho em Mato Grosso. Uma delas era liderada por João Arcanjo Ribeiro. A outra, tinha como líder o empresário, e também “Comendador”, Frederico Muller Coutinho. Assim como seu concorrente, Coutinho foi preso pelos policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

A PJC também informou que, apenas no período de 1 ano, as duas organizações movimentaram em contas bancárias cerca de R$ 20 milhões – excluindo os valores que circularam em dinheiro vivo. Os supostos líderes das organizações criminosas - Arcanjo e Coutinho -, já estão fora da prisão.

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