Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

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Sábado, 14 de Setembro de 2019, 17h:49

MANDATO SOB RISCO

Senadora de MT reafirma gritos de Bolsonaro e diz ser vítima de conspiração

Fonte: Midia Max

Folha Max

A senadora Selma Arruda (PSL) acusou uma vez mais o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e colega dela no Senado, Flávio Bolsonaro (PSL), de pressioná-la com xingamentos ao telefone, “de forma mal educada, descabida”, a retirar seu apoio à abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Supremo Tribunal Federal (STF), chamada de CPI da Lava Toga.

“Eu estava em casa, vi que a ligação era dele e atendi tranquilamente. Ele começou a perguntar por que queríamos prejudicar ele, e eu não gosto de ouvir gritos. Pedi para ele abaixar a voz, ele não abaixou e eu desliguei o telefone. Ele também ligou para Soraya [Thronicke (PSL)] e Major Olímpio (PSL) nos mesmos termos. Ficamos sem entender, porque o que havíamos assinado é uma CPI para investigar um abuso de poder. Depois disso não falei mais com ele”, disse.

As frases foram confirmações à Rádio Jovem Pan, na sexta-feira (13) à noite, do anteriormente noticiado na edição da Folha de São Paulo do mesmo dia, com as mesmas revelações, e que repercutiram por toda a imprensa.

Segundo ela, a CPI visa investigar um ato do ministro Dias Toffoli considerado ilegal pelos senadores, “ao mandar instaurar um inquérito para apurar notícias contrárias ao STF. Ele [Flávio Bolsonaro] sabe muito bem, é uma pessoa letrada, inteligente, e deve saber que ministro do STF não instaura inquérito. Então, fiquei sem entender, mas achei que foi uma atitude, além de muito bruta, não tem nenhuma razão”, contou ao apresentador Felipe Moura Brasil.

O âncora do programa Pingos nos Is, inclusive, disse ter confirmado a ligação de Flávio Bolsonaro ao Major Olímpio tentando obrigá-lo a retirar a assinatura da abertura da CPI. “O tom foi muito ruim. Para mim o Flávio não existe mais”, foi a fala de Olímpio citada por Moura Brasil.

Segundo a ex-juíza, um novo pedido para instalação da CPI será apresentado em plenário na terça-feira (17) já com o número mínimo de 27 assinaturas, para não ter como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) se recusar a aceitá-lo.

À imprensa nacional, ela repetiu as acusações de que há uma espécie de conspiração para tomar-lhe a cadeira de senadora em curso. É desta que deriva sua cassação, feita em abril pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e confirmada no dia 25 julho por abuso de poder econômico e utilização de caixa dois.

Primeiro a magistrada disse que os juízes do TRE estavam fechados em prejudicá-la, depois foram os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), por terem apontado irregularidades em sua prestação de contas de campanha, e agora especialmente à ainda Procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dodge, por ter expedido um parecer “em tempo recorde” pela manutenção da punição a ela já na terça-feira (10).

Selma defende que essa perseguição tem origem na sua atuação “linha dura” contra políticos famosos que anteriormente acumulavam processos no Estado, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva, e o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, ambos condenados por ela em seus tempos de atuação na Sétima Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Também afirmou que o apelido recente, de Moro de Saias – usado pela primeira vez por seus publicitários durante a campanha 2018 –, rechaçado por ela na ocasião, mas retomado após o desgaste do outro slogan (“a senadora do Bolsonaro”), é o nome pelo qual é conhecida no Estado responsável por sua eleição.

 

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