Domingo, 08 de Dezembro de 2019

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Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019, 17h:27

MORTE NA CELA

Presos ajudaram Marreta a matar asfixiado ex-líder do Comando Vermelho

Fonte: Repórter MT

Divulgação

O exame de necropsia no corpo do detento Paulo César da Silva, conhecido como “Petróleo”, afasta a hipótese de suicídio e aponta para o crime de estrangulamento. Além disso, a tese contesta o depoimento do presidiário Luciano Mariano da Silva, o “Marreta”, de que teria assassinado o colega de cela sozinho.

No documento, consta que os detentos, que dividem cela com o criminoso, tinham lesões aparentes pelo corpo o que leva a suspeita de que eles também tiveram participação no crime.

Marreta é líder do Comando Vermelho em Mato Grosso e afirmou ter matado o então comparsa por medo de ser morto, uma vez que a vítima o delatou para a Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel) e indiretamente havia o ameaçado de morte.

O crime ocorreu no dia 27 de outubro, por volta das 23h, no raio cinco da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Em depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde de segunda-feira (18), Marreta confessou a autoria do homicídio, mas negou a participação dos outros presidiários.

“Matei para não morrer”, afirmou o bandido.

No entanto, os policiais que participaram ativamente das investigações no dia da morte, perceberam que pelo menos dois dos três detentos que estavam no cubículo em questão, apresentavam lesões nos braços e costas, além da vítima que, também tinha um ferimento em um dos dedos. O exame de necropsia aponta uma possível tentativa de defesa da vítima, ao reagir às agressões.

Questionado no depoimento, Marreta foi enfático ao dizer que não se ‘manifesta’ em relação aos depoimentos das outras testemunhas do assassinato.

A execução

Luciano Marreta disse que no dia do crime aguardou Petróleo se distrair, foi até o banheiro e ao retornar atacou o ‘colega’ de cela.

Ele argumentou que os presidiários mais antigos da unidade passaram a dormir no chão, em razão da melhoria na ventilação após o período de reforma da estrutura.
Com uma trança feita com lençol e um pedaço de pano umedecido com perfume, ele imobilizou o rival e o asfixiou, enquanto os demais membros da cela, em sua versão, dormiam.

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