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Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2019, 11h:03

solidariedade no natal

Menina de 4 anos que teve 75% do corpo queimado em acidente com churrasqueira em MT pede roupa especial ao Papai Noel

Gabriella Araujo de Santana, de 4 anos, pediu para a avó escrever a carta que foi enviada à agência. Ela sofreu um acidente aos dois anos de idade, durante uma confraternização.

Com a ajuda da avó, uma menina de 4 anos escreveu uma cartinha ao Papai Noel dos Correios pedindo uma roupa especial para tratamento de queimaduras. Gabriella Araujo de Santana, que mora em Jangada, a 82 km de Cuiabá, teve 75% do corpo queimado em um acidente doméstico.

Segundo Maria Fátima Araújo, a roupa especial é confeccionada nas medidas de Gabriella. A neta precisa usar a roupa adequada para a pele se reabilitar, pois está em fase de crescimento.

Devido às queimaduras, o corpo ficou sensível necessitando de cuidados especiais e a roupa ajuda a aliviar, amenizando, inclusive, as coceiras que a criança sente com frequência.

Gabriella estuda no Centro Municipal de Educação Infantil Mãezinha Maria e passa os finais de semana com a avó. Em um dia que estavam juntas, ela pediu que Maria de Fátima escrevesse uma cartinha com o pedido dela para o Papai Noel.

 
Menina ficou com cicatrizes de queimaduras e deve passar por cirurgias — Foto: Maria Fátima Araújo/Arquivo pessoalMenina ficou com cicatrizes de queimaduras e deve passar por cirurgias — Foto: Maria Fátima Araújo/Arquivo pessoal

Menina ficou com cicatrizes de queimaduras e deve passar por cirurgias — Foto: Maria Fátima Araújo/Arquivo pessoal

Aos dois anos de idade, Gabriella sofreu um acidente com uma churrasqueira que explodiu e a atingiu. A menina teve queimaduras de 2° e 3° graus e está com várias sequelas devido ao acidente. Ela já fez alguns procedimentos cirúrgicos como abertura de boca e instalação de uma aparelho respiratório na traqueia.

Além das cirurgias já realizadas, a criança ainda terá que fazer outros procedimentos ao longo da vida, como uma cirurgia na boca, abertura de orelha e reconstrução dos seios. Ela consegue conversar e andar, mas com grandes limitações devido às queimaduras, de acordo com a avó.

Maria explicou que não trabalha porque tem que ficar à disposição da neta para acompanhá-la nos tratamentos.

O acidente com Gabriella foi em Nova Mutum, a 269 km da capital, em 2017. A família participava de uma confraternização na cidade.

“Gabriella é minha riqueza. Faço tudo o que eu puder por ela, mas não tenho dinheiro para comprar a roupa que ela precisa. Praticamente todo ano tem que trocar e fazer uma nova pois ela vai crescendo. A roupa é muito importante no momento e eu não tenho condições. Ela é uma menina especial, é um milagre de Deus na minha vida. A amo muito", disse Maria Fátima.

A primeira roupa que Gabriella conseguiu e está usando foi doada por uma empresária da cidade onde moram, em 2018. Mas ela precisa de uma nova, pois cresceu.

A avó contou que aguarda há quatro meses por uma cirurgia de abertura de boca no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) pelo Hospital Municipal Cuiabá.

Maria ainda disse que já foi até o hospital duas vezes em outros momentos para tentar marcar a cirurgia, mas não conseguiu. Segundo ela, a viagem foi à toa porque só pedem para esperarem a liberação do procedimento cirúrgico e que vão entrar em contato.

“Se eu for lá no hospital como já aconteceu de ir e não resolver nada, é muito difícil, pois só temos gastos. Ela [Gabriella] precisa fazer a cirurgia de abertura de boca e passar por essa consulta com o cirurgião plástico porque se não ela não retira a traqueo (aparelhos de traqueostomia)", contou Maria.

Além da roupa especial, Gabriella também precisa tomar um leite específico, usar protetor solar, tomar colágeno e outros remédios para alergia. Maria Fátima mora com o marido que é o único que trabalha na casa e, que não recebe nenhuma ajuda dos órgãos públicos para locomoção no deslocamento delas até o HMC.

 

A campanha

A ideia da campanha Papai Noel dos Correios surgiu dos carteiros que, durante a rotina de trabalho, recebiam cartas escritas por crianças, destinadas ao Papai Noel, porém, sem endereço. Sensibilizados, resolveram adotar eles mesmos as cartinhas e enviar os presentes. Com o passar do tempo, a ação ganhou proporção e acabou se transformando num projeto corporativo.

A partir de então, as cartas enviadas pelas crianças são lidas e selecionadas e, depois, são disponibilizadas nas unidades da empresa para os voluntários.Os carteiros não distribuem cartas das crianças diretamente à população, em suas residências. Os interessados precisam buscar as correspondências nas unidades ou se cadastrar no blog da campanha.

Em Mato Grosso, nos últimos dois anos, mais de 50 mil cartas foram entregues ao 'Papai Noel'. Em 2017 o estado recebeu 23.376 cartinhas escritas por crianças e, em 2018 foram recebidas 26.787 cartinhas. No ano passado, foram adotadas 11.167 cartinhas, segundo os Correios. A campanha começou desde o dia 11 em Mato Grosso.

As cartas são escritas por crianças de famílias de baixa renda e podem ser escolhidas até o dia 6 de dezembro pela internet ou retiradas pessoalmente até o dia 13 de dezembro em uma das agências dos Correios no estado. Os presentes são entregues às crianças pela empresa. Basta levar até a agência.

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