Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019, 09h:25

AQUECIMENTO GLOBAL

Manifestantes protestam em greve global pelo clima nesta sexta

Foto: AAP Image/Darren England/via Reuters

A greve global pelo clima, marcada para esta sexta (20) em 150 países, deve atrair milhares de manifestantes que exigem medidas concretas para frear as emissões de gás carbônico e combater o aquecimento global.

As manifestações ocorrem um dia antes de começar a Cúpula pelo Clima, da Organização das Nações Unidas, que deverá ocorrer de 21 a 23 de setembro, em Nova York.

 

Greve pelo Clima: Na Alemanha, manifestante segura cartaz com frase sobre a Amazônia: 'A Amazônia não está queimando, está sendo queimada'. O protesto ocorre nesta sexta, 20 de setembro. — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters
Greve pelo Clima: Na Alemanha, manifestante segura cartaz com frase sobre a Amazônia:
'A Amazônia não está queimando, está sendo queimada'. O protesto ocorre nesta sexta, 20 de setembro. — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

 

A Greve pelo Clima tem origem no "Fridays For Future" (Sextas-feiras pelo Futuro, em inglês), que ganhou repercussão com a adolescente sueca de 16 anos Greta Thunberg. Desde 2018, Greta falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A iniciativa rendeu a indicação ao Prêmio Nobel da Paz e fez com que diversas outras greves se espalhassem pelo mundo. No Brasil, ao menos duas mobilizações tiveram repercussão nacional, uma em março e outra em maio.

 

Estão programados mais de 5 mil eventos em todo o mundo em 150 países, em uma sequência que deve terminar com uma manifestação em Nova York, informou a agência France Presse (AFP).

 

O líder espiritual dos budistas tibetanos, Dalai Lama, publicou uma mensagem na sua conta oficial do Twitter apoiando as manifestações. "Esta é provavelmente a geração mais jovem que tem sérias preocupações com a crise climática e seus efeitos no meio ambiente. Eles estão sendo muito realistas sobre o futuro. Eles veem que precisamos ouvir os cientistas. Nós devemos encorajá-los.", afirmou.

Ilhas do Pacífico

 

Os primeiros eventos da greve aconteceram nas ilhas Vanuatu, Salomão e Kiribati, territórios ameaçados pela elevação do nível do mar devido ao aquecimento climático.

 

Austrália

 

Na Austrália, crianças e jovens da região do Pacífico se reuniram nas ruas para se manifestar. De acordo com a rede CNN, os organizadores disseram ter atraído mais de 300 mil pessoas em mais de 100 cidades.

Melbourne teve o maior protesto, com 100 mil pessoas, segundo os organizadores citados pela CNN. Em Sidney foram 80 mil e em Brisbane, 30 mil. Não há informações sobre números divulgados pelas autoridades destes locais.

 
Greve pelo Clima: Na Austrália, manifestantes em Sidney protestam cobrando ações concretas para frear o aquecimento global mesta sexta (20). — Foto: Cordelia Hsu/Reuters
Greve pelo Clima: Na Austrália, manifestantes em Sidney protestam cobrando
ações concretas para frear o aquecimento global mesta sexta (20). — Foto: Cordelia Hsu/Reuters
 

Greve pelo Clima: Manifestantes protestam na Austrália nesta sexta, 20 de setembro. No cartaz ao centro está a mensagem:
Greve pelo Clima: Manifestantes protestam na Austrália nesta sexta, 20 de setembro.
No cartaz ao centro está a mensagem: "nós não bebemos óleo, nós não respiramos dinheiro" — Foto: Cordelia Hsu/Reuters

 

Alemanha

 

Na Alemanha, a manifestação atraiu cerca de 80 mil pessoas, segundo os organizadores. Manifestantes subiram sobre blocos de gelo embaixo de uma forca improvisada para alertar sobre os riscos do aquecimento global. O protesto ocorreu em frente ao portão de Brandemburgo, em Berlim.

De acordo com a AFP, nesta sexta os partidos da coalizão do governo da Angela Merkel chegaram a um acordo sobre a estratégia climática, que inclui medidas para diminuir as emissões de gás carbônico e uma verificação anual das taxas.

A AFP informa que estão previstos investimentos de pelo menos 100 bilhões de euros até 2030. Paralelamente, pretende-se acelerar o desenvolvimento de energias limpas (solar, eólica ou biomassa), subindo a 65% em 2030 contra 40% atualmente.

 

Greve pelo Clima: Na Alemanha, ativistas sobem em blocos de gelo sob forca improvisada em frente ao portão de Brandemburgo, em Berlim, Alemanha, para alertar sobre os riscos do aquecimento global — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters
Greve pelo Clima: Na Alemanha, ativistas sobem em blocos de gelo sob forca improvisada em frente
ao portão de Brandemburgo, em Berlim, Alemanha, para alertar sobre os riscos do aquecimento global — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

 

 

Greve pelo Clima: Em Berlim, na Alemanha, manifestantes tomaram as ruas pedindo medidas contra o aquecimento global. — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters
Greve pelo Clima: Em Berlim, na Alemanha, manifestantes tomaram as ruas pedindo
medidas contra o aquecimento global. — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

 

Inglaterra

 

Na Inglaterra, estudantes empunharam cartazes em Londres com mensagens contra políticos e em apoio à greve. "Estamos perdendo aulas para te ensinar uma lição", dizia o cartaz de uma das jovens manifestantes.

 

Greve pelo Clima: Em Londres, na Inglaterra, manifestantes empunham cartazes com frases como
Greve pelo Clima: Em Londres, na Inglaterra, manifestantes empunham cartazes com frases como
"estamos perdendo aulas para te ensinar uma lição". — Foto: Hannah McKay/Reuters

 

Polônia

 

Na Polônia, ativistas fizeram uma performance enrolados em plásticos para criticar o consumo e a ameaça que o atual modo de vida representa à natureza. O protesto ocorreu na capital do país, Varsóvia. Também houve registro de manifestação em Lodz, terceira maior cidade polonesa, e em Poznan.

 

Greve pelo clima: Na Polônia, ativistas fizeram uma performance enrolados em plásticos para criticar o consumo. A manifestação foi na Varsóvia, nesta sexta (20). — Foto: Maciek Jazwiecki/Agencja Gazeta via Reuters
Greve pelo clima: Na Polônia, ativistas fizeram uma performance enrolados em plásticos para criticar o consumo.
A manifestação foi na Varsóvia, nesta sexta (20). — Foto: Maciek Jazwiecki/Agencja Gazeta via Reuters

 

Greta Thunberg convoca protestos

 

Nesta quinta, Greta divulgou um vídeo em suas redes sociais convocando as manifestações. "É manhã no Pacífico. Em breve o sol nascerá na sexta-feira, 20 de setembro de 2019. Boa sorte Austrália, Filipinas, Japão e todas as nações das Ilhas do Pacífico. Vocês vão primeiro! Agora mostre o caminho! Boa manifestação!", escreveu.

Nestas ilhas, as crianças e jovens estudantes cantaram "não estamos fugindo, estamos lutando", informou a France Presse.

"Estamos aqui para mandar uma mensagem aos poderosos, aos políticos, para lhes mostrar que estamos preocupados e que isto é realmente importante para nós", disse à AFP Will Connor, um jovem de 16 anos de Sidney.

 

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