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Quarta-feira, 07 de Abril de 2021, 13h:45

Contratos são de 30 anos

Governo arrecada R$ 3,3 bilhões com leilão de 22 aeroportos

Ágio médio é de 3.822% Foi 1º certame da Infra Week Contratos são de 30 anos

Fonte: Poder 360

Aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba, foi um dos leiloados no bloco SulDivulgação/Anac

A Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR, e a Vinci Airports venceram nesta 4ª feira (7.abr.2021) o leilão para explorar 22 aeroportos brasileiros. O ágio médio –diferença entre os valores mínimos para lances estabelecidos pelo governo e os valores ofertados pelas empresas e consórcios vencedores– foi de 3.822%.

 

 

Em condições normais de tráfego (dados de 2019, anteriores à pandemia), esses aeroportos situados em 12 Estados recebem 24 milhões de passageiros por ano. Eis as vencedoras de cada bloco:

As vencedoras pagarão o valor ofertado mais o ágio na assinatura do contrato. Depois, do 5º ao 9º ano, pagarão parte da receita ao governo.

O governo repetiu a opção de leiloar os ativos em blocos e não individualmente para garantir que todos tenham operadores. Em entrevista concedida na 3ª feira (6.abr), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que a estratégia não atrapalha os investimentos em cada aeroporto, pois os recursos necessários são decididos considerando cada um dos ativos.

Depois do certame, o ministro comemorou o resultado. Disse que o resultado foi “extraordinário” e “superou muito as expectativas”. Em relação ao impacto da pandemia na agenda de leilões, disse que a a dificuldade “é comum a todos”, mas que “não dava para ficar esperando”“A gente está numa situação quase que de vendedor exclusivo”, completou.

Foi o 2º leilão de aeroportos realizado pelo governo Bolsonaro, no 1º houve concessão de 12 aeroportos. A expectativa do governo é realizar a próxima rodada no 3º trimestre de 2022. Nela, estarão os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), considerados as “joias da coroa” do setor de aviação.

“A ordem dos leilões é pensada de propósito. Nós deixamos Congonhas e Santos Dumont por último não é por acaso. Um lado, para preservar o caixa da Infraero, por outro para dizer o seguinte: Olha, venham, se posicionem. Porque o melhor ainda está por vir. Vamos fechar em grande estilo. Para se ter uma ideia, a ponte aérea Rio-SP antes da pandemia era a 4ª rota mais movimentada do planeta, então isso é bastante relevante”, afirmou.

AGENDA DE LEILÕES

O certame desta 4ª feira (7.abr) foi o 1º da “Infra Week”, como foi chamada a sequência de leilões marcada para esta semana. Além dos 22 aeroportos, serão leiloados o 1º trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) na 5ª feira (8.abr) e 5 terminais portuários na 6ª feira (9.abr).

Com 537 quilômetros de extensão, a Fiol ligará Ilhéus a Caetité, na Bahia. O projeto auxiliará o escoamento do minério de ferro produzido na região de Caetité e da produção de grãos e minério do Oeste da Bahia pelo Porto Sul, complexo portuário a ser construído nas imediações de Ilhéus.

Já os 5 terminais portuários são 4 no Porto de Itaqui, no Maranhão, e 1 em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Os terminais do Maranhão devem ter mais concorrência pois são voltados ao armazenamento de granéis líquidos e, por isso, têm potencial para combustíveis. O de Pelotas é específico para madeira.

No fim do mês (29.abr) será realizado o leilão da BR-153/080/414, que abrange Goiás e Tocantins. A BR-153 é considerada uma das principais rodovias de integração nacional do Brasil.

Todos os leilões a serem realizados neste mês devem somar R$ 18,4 bilhões em investimentos. Saiba mais sobre a agenda de leilões do governo até 2022 nesta reportagem.

 
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