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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2019, 10h:09

Assassinado cruel

“Entregar nas mãos de Deus é o único conforto”, declara mãe de Raíssa

Redação

Rosêvania Caparelli Rodrigues, 42, mãe da menina Raíssa Eloaá, 09 anos, vítima de assassinado no, dia 29 de setembro na qual o principal suspeito é um garoto de, 12 anos, disse a imprensa como está passando, por esse momento difícil. “Entregar nas mãos de Deus é o único conforto”, disse.

Com histórico de depressão, Rosevânia hoje vive sob efeito de calmantes. "Tenho que estar bem, né? Para cuidar do meu filho", ela diz, enquanto anda pela comunidade de Morro Doce, também na zona norte, à procura de um outro local para morar com o caçula, de cinco anos. Rosevânia recebe R$ 200 do Bolsa Família, não trabalha e pensa em sair do aluguel.

O advogado José Beraldo, está fornecendo assistência à família, informou que pedirá à Prefeitura de São Paulo apoio psicológico para Rosevânia.

A mãe diz que se sentiu culpada nos primeiros momentos após a tragédia. Questionava-se por ter saído de casa naquele domingo. Era dia de festa no CEU Anhanguera, onde Raíssa e seu irmão estudavam. Mas, "com a ajuda de Deus", tirou esse pensamento da cabeça. Raíssa fazia tratamento para o autismo havia um ano.

Ela e o suspeito moravam bem perto e eram amigos. O delegado responsável pela investigação, Luiz Eduardo Marturano, disse que o garoto foi o responsável por pendurar a menina após agredi-la com um graveto de uma árvore encontrado no caminho. O laudo sobre a causa da morte ainda não foi finalizado pelo IML (Instituto Médico Legal).A polícia ainda investiga se outra pessoa participou do assassinato da menina. O Ministério Público de São Paulo afirmou que não vai se manifestar sobre nenhum ato processual do caso.

A mãe de Raíssa ainda não conversou com a mãe do menino, que permanece internado na Fundação Casa. Mas diz querer esse encontro. Ela não tem culpa de nada. E já perdoei todos. Raiva não vai trazer de volta a minha filha, né? E o menino tinha um histórico de violência, agrediu minha sobrinha quando era pequeno.

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